A explosão no porto de Beirute e a importância das características químicas no armazenamento

 

 

 

A explosão no porto de Beirute e a importância das características químicas no armazenamento

A cena que tomou conta dos noticiários e das redes sociais nos últimos dias veio da capital do Líbano. Uma grande explosão ocorrida em 4 de agosto, no porto da cidade de Beirute, causou a morte de mais de cem pessoas e deixou pelo menos cinco mil feridas. Imediatamente a atenção se voltou para as causas do ocorrido e quais as circunstâncias que permitiram uma tragédia de tamanha proporção.

A partir das informações apuradas até o momento, o produto químico responsável foi o nitrato de amônio, um sal inorgânico cuja coloração pode variar do branco ao marrom dependendo do grau de pureza. Esse composto é produzido e comercializado mundialmente em grandes quantidades, tendo em vista a aplicabilidade e a elevada demanda. Além disso, o potencial explosivo o torna uma matéria-prima interessante para a fabricação de explosivos. O uso mais evidente do nitrato de amônio ocorre na agricultura para a fabricação de fertilizantes e alguns tipos de agrotóxicos, o que demanda o estoque e processamento de grandes quantidades do material. A composição química o torna vantajoso para a mistura NPK (produto fertilizante que fornece nutrientes essenciais às plantações), pois fornece ao mesmo tempo o nitrito e o nitrogênio amoniacal que são importantes para o desenvolvimento das plantações.

Considerando o ocorrido no porto de Beirute, naturalmente o principal questionamento refere-se à segurança em relação ao nitrato de amônio. Entretanto, é preciso destacar que o composto é seguro desde que as condições corretas de estocagem e transporte sejam seguidas ao longo do processo produtivo. Os locais em que o produto fica armazenado devem contar com mecanismos protetores contra incêndios, além da localização que deve ser distante de fontes de calor. Em razão das propriedades químicas, o material não deve ser acumulado nos locais de armazenamento, mas sim distribuído em vários locais contendo menores quantidades.

O nitrato de amônio não possui a capacidade de explosão espontânea, de forma que os principais motivos para que acidentes ocorram estão relacionados à ausência de medidas de segurança compatíveis com as características químicas do produto. Diversos produtos químicos são estocados para alimentar processos produtivos, muitos deles com capacidade de causar grandes acidentes. Desta forma, são estabelecidas normas internacionais e até regulamentações nacionais para o correto armazenamento e transporte de produtos químicos considerando as propriedades físico-químicas, ou seja, a inflamabilidade, a reatividade e a capacidade de causar explosões. O fato é que o tipo de armazenamento e a presença de outras substâncias químicas podem ser incompatíveis, condição ainda mais crítica para produtos com elevada reatividade.

Para que o nitrato de amônio cause explosão é necessário um aquecimento excessivo ou a presença de chamas nas proximidades, o que pode reforçar as informações iniciais de que um incêndio teria sido a causa. O caso ainda precisa ser investigado pelas autoridades competentes, entretanto, a cada novo desdobramento ficam mais claras as situações de negligência. Entre os problemas identificados o acúmulo do material em uma quantidade muito superior àquela recomendada e a falha ou ausência de mecanismos para o controle de incêndios, podem ter sido determinantes para uma explosão de tamanha proporção.

Autores:

Augusto Lima da Silveira é coordenador dos cursos Saneamento Ambiental e Gestão em Vigilância em Saúde na modalidade a distância do Centro Universitário Internacional Uninter. É formado em Química Ambiental e licenciado em Química

Rodrigo Berté é diretor da Escola Superior de Saúde, Biociências, Meio Ambiente e Humanidades do Centro Universitário Internacional Uninter e Pós Doutor em Educação e Ciências Ambientais pela Universidade Nacional de Ensino à Distância (Madrid-ES UNED)

 

 

 

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Testes rápidos para COVID-19 apresentam taxa de erro de até 75%

 

 

 

Testes rápidos para COVID-19 apresentam taxa de erro de até 75%

Especialista alerta para baixa sensibilidade e especificidade dos testes disponíveis no mercado

Em meio à pandemia da COVID-19, diferentes testes estão disponíveis no mercado para detectar o coronavírus. O Ministério da Saúde aponta que os testes rápidos apresentam uma taxa de erro de 75% para resultados negativos. Apesar dos resultados rápidos, a maioria dos testes rápidos apresentam sensibilidade e especificidade muito reduzidas em comparação as outras metodologias. Segundo o diretor técnico do LANAC, Marcos Kozlowski, é preciso ficar atendo a metodologia usada para identificar a doença. “O ideal é avaliar se a metodologia é segura, em conjunto com o médico, para realização do teste certo para cada caso”, afirma.

Existem dois testes rápidos disponíveis no mercado: de antígeno (que detectam proteínas do vírus na fase de atividade da infecção) e os de anticorpos (que identificam uma resposta imunológica do corpo em relação ao vírus). Esses testes são realizados em diversos lugares, e são similares aos testes de farmácia para gravidez. “Esses exames são feitos com o uso de uma lâmina de nitrocelulose, que reage com a amostra, seja de sangue ou secreção da nasofaringe, porém apresentam especificidade muito baixa”, explica. “Muitas vezes, com apenas uma gota de sangue não é possível chegar ao resultado final. E a coleta da secreção nasal precisa ser realizada por um profissional capacitado para tal, para garantir assim um resultado real”, completa.

O LANAC utiliza dois testes para detecção do vírus. Aprovado pela ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária, com resultado previsto para o mesmo dia da coleta de sangue, realizadas até às 17h, o teste sorológico do laboratório é fabricado pela farmacêutica Roche, e apresenta 99,8% de sensibilidade para anticorpos contra o Sars-CoV-2 e especificidade maior que 99,8%, o que diminui a probabilidade de falsos positivos e negativos. O PCR é feito em parceria com o Genoprimer, laboratório especialista em diagnóstico molecular, e a coleta nasofaringe é realizada exclusivamente por técnicos de laboratório capacitados. “Dependendo dos sintomas e situação do paciente, o médico irá indicar o teste mais preciso para identificar a doença e, principalmente, quando realizar o teste para um resultado mais assertivo”, completa.

Sobre o LANAC

Há 29 anos, o LANAC - Laboratórios de Análises Clínicas se diferencia por se manter, com orgulho, como empresa 100% paranaense. A empresa possui 62 unidades de atendimento em diversos bairros de Curitiba, além da Região Metropolitana, Litoral do Paraná, Ponta Grossa, Palmeira e Rio Branco do Sul. Hoje, o laboratório oferece mais de dois mil tipos de exames, além de coleta domiciliar e assessoria científica para médicos e conta com mais de 500 colaboradores. Recebe exames de 25 laboratórios, atuando como laboratório de apoio. A sede central, com 1.200 m², é o maior centro de análises clínicas de Curitiba. A empresa participa de testes de proficiência do Controle Nacional de Qualidade da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas, com nota excelente desde 1992 e mantêm a certificação ISO 9001/2015 atualizada desde 2004.

 

 

 

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O papel do CFO no processo de recuperação judicial

 

 

 

O papel do CFO no processo de recuperação judicial

*Fernando Balotin e Luciana Kishino

O Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Paraná realizou recentemente um evento online a fim de debater as tomadas de decisões dos gestores financeiros quanto ao processo de recuperação judicial, iniciado por muitas empresas do país, em função da agravante crise financeira desencadeada pela pandemia do novo coronavírus.

O propósito deste artigo é relatar, de forma prática e objetiva, as manifestações dos debatedores convidados sobre o tema, bem como a nossa percepção do ponto de vista econômico e jurídico sobre ao assunto. O tema, que está em grande ênfase nos últimos meses, é causador de sérios questionamentos ao head financeiro que precisa analisar criteriosamente todas as possibilidades para a reestruturação da organização.

O primeiro debatedor, Dr. Daniel Carnio Costa, que é Juiz titular da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, abordou as opções legais que as empresas possuem diante de uma crise, sendo elas: Falência e Recuperação: Judicial e Extrajudicial. Tendo em vista a escassez de possibilidades das empresas para contornar os obstáculos no momento de crise, justifica-se então a busca por alternativas como a recuperação judicial.

O magistrado ainda destacou que a essência dos processos de Recuperação, seja Judicial ou Extrajudicial, é a de garantir a manutenção da função social das empresas, desde que se demonstrem viáveis dos pontos de vista econômico e financeiro. Foram apontadas quatro estratégias e riscos que um CFO deve levar em consideração antes de um processo de Recuperação Judicial, sendo o primeiro as fontes de financiamento - FIDC, Credores (via plano de recuperação judicial); e/ou Alienação de ativos, UPIs (Unidade Produtiva Isolada); o segundo foram os riscos do ajuizamento, a exemplo de uma possível convolação em falência por rejeição do plano em assembleia geral de credores; o terceiro foi a determinação clara e transparente das diretrizes de recuperação; e por fim, a possibilidade de negociação coletiva (plano de recuperação judicial), quando a negociação individualmente não tiver mais efeito.

Do ponto de vista financeiro, o CFO da Cocelpa, Luiz Antonio Cavet, destacou que é preciso apresentar um “fato novo”, para que o mercado veja os meios de recuperação que a empresa possui, sendo a transparência a todos os agentes, o fator determinante para que o caixa possa se recompor. De acordo com o diretor financeiro, há três frentes importantes a serem trabalhadas, começando pela reestruturação da empresa dentro do plano, com foco em ações para geração de caixa, em seguida na tesouraria, com foco em encontrar funding (criando credibilidade e então a prova da viabilidade econômico financeira da empresa, mostrando que o plano é factível para o mercado.

No caso de uma recuperação ainda em fase de cumprimento do plano aprovado, o diretor presidente da Mangels, Fabio Mazzini contou sua experiência no processo e destacou que o “fato novo” foi a criação de um time interno de reestruturação, não utilizando consultoria ou empresas especializadas, afim de garantir a transparência entre os envolvidos. O time responsável precisou atuar em duas frentes: negociação e reestruturação.

Na Mangels, por exemplo, foram trabalhados pilares que se concentravam em estabilizar a crise por meio da implantação de controles rígidos, redução de custos e a mudança da mentalidade de toda a empresa. A liderança, a transparência e a comunicação, possibilitaram que a empresa reestabelecesse o elo com o mercado, bem como a mudança organizacional, implantando uma gestão mais horizontal. A melhoria dos processos críticos, determinou o foco mais estratégico na seleção dos produtos a serem mantidos e quais investimentos realizar para percorrer cada fase do processo. Por fim, a reestruturação financeira, minimizando capital de giro e trabalhando com o lema: “caixa é o rei”, fez com que tudo fosse para a ponta do lápis, realizando uma gestão diária do caixa, decidindo então o que pagar e não pagar naquele momento.

Alinhado com os demais debatedores, o vice-presidente da Taipa FIDC, Tiago Schuelter ressaltou que o momento mais difícil para uma empresa em recuperação judicial é o início do processo. Contudo, é importante que a organização demonstre a geração de resultados e de possibilidade de continuidade do negócio. Como fomentador de negócios, o vice-presidente ainda falou sobre as soluções de financiamento, tendo em vista a venda de ativos, prática e segura e a operação com fundos de investimento. Na sua visão, o determinante para disponibilizar ou não um fomento é analisar quais são as perspectivas futuras para determinada empresa, ou seja, qual mercado ela está inserida, qual posição de mercado ocupa e quais diferenciais tem a oferecer.

Em resumo, o evento explorou as mais variadas experiências, destacando como ponto fundamental de convergência, a necessidade de transparência na condução dos processos de recuperação judicial. É claro que cada caso deve ser analisado de acordo com a sua realidade, afinal, a situação de cada recuperanda é sempre peculiar.

Contudo, é preciso observar primeiramente a manutenção das atividades da empresa e consequentemente a sua função social. Por fim, ficou muito claro nas falas dos debatedores que o processo de recuperação judicial por si só não é uma solução se não for alinhado com um trabalho profundo de reestruturação bem planejado e executado.

O evento foi coordenado pelo Comitê de Finanças do IBEF-PR e o debate foi mediado pelo sócio da Valuup Consultoria e membro do comitê, Luís Gustavo Budziak.

*Fernando Balotin é mestre em Economia e Consultor na Valuup, bem como membro do Comitê de Finanças do IBEF-PR

*Luciana Kishino é advogada sócia no escritório Becker Direito Empresarial, coordenadora da área cível, e administradora judicial. Também faz parte do Comitê Tributário e Empresarial do IBEF-PR

 

 

 

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Como a queda da taxa de juros Selic impacta nossas vidas?

 

 

 

Como a queda da taxa de juros Selic impacta nossas vidas?

No dia 05 de agosto foi anunciado pelo Copom (Comitê de Política Monetária) mais um corte na Taxa de Juros Selic. A taxa que, antes da reunião, era de 2,25% passou para o patamar de 2%. Mas o que isso significa? Qual o impacto para nossas vidas?

Primeiramente, é importante falar o que é a Selic. Sabemos que taxa de juros é o “o valor que se deve desembolsar para conseguir um empréstimo/financiamento, por exemplo”. De outra perspectiva, taxa de juros é o valor que alguém ou uma instituição ganha ao conceder um empréstimo a alguém, por um determinado período de tempo. Mas, e a taxa de juros Selic? De modo geral, podemos considerar que é a taxa de juros básica da nossa economia, e assim, serve como parâmetro para as demais taxas de juros.

Quando a Selic está alta, estimula-se o investimento especulativo, isto é, aquele investimento que vem atrás de rendimentos rápidos e financeiros. Por outro lado, uma queda pode estimular o investimento produtivo e o consumo da população.

Mas o que isso significa? Significa que, as empresas serão incentivadas a, por exemplo, adquirir um maquinário novo, comprar uma nova planta produtiva, pois, os juros estão baixos, e assim, o crédito, ao menos em tese está mais barato. Com a Selic em queda, estimula-se também o consumo das famílias.

Podemos afirmar que a queda dessa taxa é um bom sinal para nossa economia? Não necessariamente, pois neste momento, a economia brasileira está em retração devido à crise da Covid-19. A taxa de juros é utilizada para controle da inflação, e com o consumo em queda, a inflação está abaixo do piso da meta, o que significa que, a população está consumindo menos. Esses são alguns dos reflexos da crise que estamos vivenciando. Assim, mesmo com juros mais baixos, tende-se a não estimular o aumento do consumo, sendo necessárias mais ações por parte do Estado brasileiro para que, além de sobreviver à pandemia, seja possível vislumbrar um futuro com crescimento e desenvolvimento econômico.

Autora: Pollyanna Rodrigues Gondin é tutora do curso superior de Blockchain, Criptomoedas e Finanças na Era Digital do Centro Universitário Internacional Uninter

 

 

 

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Uber inaugura Centro de Higienização no Shopping Curitiba

 

 

 

Uber inaugura Centro de Higienização no Shopping Curitiba

Espaço para motoristas e entregadores parceiros terá serviços como desinfecção de carros ou mochilas e distribuição de kits com produtos de higiene

Foi inaugurado, no Shopping Curitiba, o Centro de Higienização da Uber. O local oferece diversos serviços para motoristas e entregadores parceiros como: limpeza e desinfecção de carros e mochilas de entregas, distribuição de kits com itens de proteção e higiene (máscara, álcool em gel e desinfetante), instalação de divisórias com material PET para proteção adicional nos carros. Para evitar filas e aglomerações, todos os serviços devem ter agendamento prévio, que podem ser feitos pelo site t.uber.com/centrodehigienizacao.

A limpeza gratuita realizada nos carros e mochilas de entrega dos parceiros utiliza uma solução que também é adotada em limpezas hospitalares e de UTIs: uma solução de quaternário de amônia e peróxido de hidrogênio (Peroxy 4D), certificada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio de uma névoa que adere a todas as superfícies internas do carro e do equipamento de entrega. Para veículos, o processo dura 10 minutos. Para equipamentos de entrega, menos de 3 minutos. A solução não é tóxica e não tem cheiro.

Para contribuir com a manutenção da limpeza feita, os motoristas e entregadores parceiros também podem optar por retirar gratuitamente no próprio centro, todo mês, um kit com máscaras reutilizáveis produzida pela ONG Orientavida, álcool em gel e desinfetante à base de amônia para limpeza do veículo (recomendado pelo fornecedor também para prolongar o efeito da desinfecção). O kit é uma alternativa ao reembolso para compra de itens de higiene que já vem sendo oferecido pela empresa desde o início da pandemia.

O Centro de Higienização também vai oferecer a aquisição e instalação de divisórias de proteção com material PET dentro dos veículos. Além de prevenir o contato físico - lembrando que a Uber está recomendando que usuários não sejam transportados no banco da frente - essa divisória é cristalina, não atrapalha a visão do parceiro no retrovisor. É uma camada adicional de proteção que será oferecida gratuitamente aos motoristas parceiros que estão na categoria Diamante do programa de fidelidade Uber Pro e com desconto para as demais categorias.

Serviço:

Centro de Higienização da Uber em Curitiba

Local: Shopping Curitiba, valet, piso L2

Dias e horário de funcionamento: De segunda a sábado, das 9h às 18h, apenas mediante agendamento prévio.

Como funciona: Motoristas e entregadores parceiros da Uber podem agendar um ou mais serviços no link t.uber.com/centrodehigienizacao. Chegando ao Centro de Higienização eles apresentam o QR code e obtêm os serviços agendados. Eles podem optar por fazer os três serviços de uma só vez ou um serviço por vez.

Frequência: Cada serviço pode ser requisitado uma vez por mês, exceto as divisórias, que só podem ser adquiridas uma vez.

Shopping Curitiba

Rua Brigadeiro Franco, 2.300

Curitiba (PR)

(41) 3026-1000 | www.shoppingcuritiba.com.br

@ShoppingCtba | www.facebook.com/ShoppingCuritiba

 

 

 

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