Educação à distância e o futuro

 

 

 

Educação à distância e o futuro

José Pio Martins*

A sala de aula é um ambiente de ensino-aprendizagem eficiente e tem sido ao longo dos séculos o local mais importante para o desenvolvimento educacional. A sala de aula pode ser chamada de “primeiro ambiente de aprendizagem”. Essa denominação decorre de que, com o surgimento das tecnologias da comunicação, da informação, da computação, da telefonia móvel, da Internet e, agora, da inteligência artificial, surge um “segundo ambiente de aprendizagem”, que está permitindo a explosão, com eficiência, das ferramentas de educação à distância.

A existência desses dois ambientes recomenda entender o processo de ensino-aprendizagem em pelos menos três momentos: antes da aula, durante a aula e após a aula. Nesse novo contexto, o agente mais importante do processo educacional é o estudante. O pesquisador, o professor, o produtor de conteúdos e os instrutores continuam com seu relevante papel e serão sempre indispensáveis. Entretanto, as ferramentas e os recursos à disposição do estudante são tantos e de tal ordem sofisticados que as possibilidades de estudo e aprendizagem se multiplicam e se diversificam.

No segundo ambiente, o professor e o produtor de conteúdos continuam com sua tarefa de preparar as aulas e as orientações no momento “antes da aula”. O que muda é o formato, o material e o estilo de explicação. Os meios não se limitam a textos e imagens em papel, mas se estendem a vídeos, filmes e um elenco de instrumentos tecnológicos de exposição de texto, som, imagem, interações, conexões e intercâmbio. Os materiais e as fontes de conteúdo não se limitam mais a apenas o que está em si mesmos, mas fazem interface com uma rede de links, referências e remissões.

Quando o momento “antes da aula” é bem desenvolvido e de qualidade, o momento “durante a aula” muda, é decidido a executado pelo estudante, torna-se diversificado, logo, mais bem-aproveitado. O mais importante com a revolução das tecnologias sofisticadas está na educação à distância (EaD), ou seja, o formato em que o estudante pode estar em um lugar e o professor em outro, podem estar disponíveis em horários diferentes e sem a dependência de horário e local físico fixo.

A EaD não é uma panaceia para todos os males da educação, mas é uma solução disruptiva, a mais importante produzida nos últimos séculos, pelo elenco extenso e sofisticado de soluções para o processo de ensinar e aprender, em especial a já citada eliminação da necessidade de contato físico entre aluno e professor. O resultado mais expressivo é a possibilidade de uma mesma aula, expositiva, gravada e disponibilizada em meios eletrônicos e ambientes virtuais, poder ser assistida por milhões de alunos, vista, repetida e multiplicada quase indefinidamente.

O que a EaD faz é eliminar barreiras e restrições ao processo de ensinar e aprender, como a já mencionada distância entre professor e aluno, e mais: a EaD não abandona nem dispensa o contato físico e o relacionamento entre estudantes, especialmente na aquisição de habilidades que dependem de aulas práticas em máquinas e laboratórios. A EaD incorpora os elementos da aula presencial, não concorre com eles nem desfaz de sua imensa importância, e se soma aos métodos a atividades da sala de aula.

Talvez o aspecto mais essencial neste cenário novo seja entender que a EaD não destrói o que funcionou até hoje centrado na sala de aula, mas acrescenta um leque de possibilidades e métodos tão grande que amplia as opções de escolha para ensinar e aprender. E quanto mais a tecnologia vai criando novos recursos e novas ferramentas, mais as opções do EaD crescem e se expandem. Não se trata de isso “ou” aquilo, mas de isso “e” aquilo. A EaD veio para ficar.

*José Pio Martins, economista, é reitor da Universidade Positivo

 

 

 

Add a comment

Santa Casa recebe doação expressiva para compra de equipamentos hospitalares

 

 

 

Santa Casa recebe doação expressiva para compra de equipamentos hospitalares

A contribuição foi feita pela GT Building para ajudar no tratamento dos infectados pelo novo coronavírus

Nesta semana, a GT Building, que está entre as maiores incorporadoras imobiliárias do Paraná, colaborou diretamente com um dos hospitais mais tradicionais de Curitiba: a Santa Casa. Foram doados milhares de reais em dinheiro, que serão revertidos na compra de dois novos respiradores Dräger Savina, no valor de 84.400 reais cada, e também de dois monitores multiparamétrico com capnografo, que custam cerca de 15 mil cada. Os equipamentos são essenciais para o tratamento de pacientes em estado mais grave que forem infectados pelo novo coronavírus.

Em nota assinada pelo Monsenhor Mario Sérgio Bittencourt de Carvalho, a Santa Casa agradece a atitude da empresa e afirma que solidariedade e empatia são sentimentos necessários para superar a crise. “Em nossa história, enfrentamos epidemias, desenvolvemos curas, formamos muitos profissionais de saúde, mas, acima de tudo, aprendemos que salvar vidas é um grande trabalho em equipe, no qual cada um colabora e faz a diferença com o que está em suas mãos. Por isso, nos faltam palavras para agradecer o apoio recebido, com o qual efetuamos a compra de equipamentos que servirão para a ventilação mecânica dos pacientes e também para detectar sinais vitais e auxiliar no acompanhamento cirúrgico dos internados. São gestos de misericórdia como esse que nos trazem o alívio de uma certeza: vamos superar essa fase juntos”.

O CEO da GT Building, Geninho Thomé, reitera a necessidade de unir forças nesse momento e contribuir com instituições que precisam. “A doação feita a Santa Casa é para beneficiar centenas de pessoas que passam pelo hospital todos os dias. Agir com reciprocidade e compaixão em situações como essa é quase um remédio para quem não está doente”, comenta.

A Santa Casa de Curitiba segue recebendo doações para auxiliar no tratamento e cura de enfermos. Para fazer parte dessa corrente, acesse o site da instituição e doe qualquer valor.

 

 

 

Add a comment

Mostra Artefacto Curitiba 2020 apresenta o tema “O Essencial para Morar Bem”

 

 

 

Mostra Artefacto Curitiba 2020 apresenta o tema “O Essencial para Morar Bem”

Profissionais já confirmados interpretarão em 20 ambientes esse momento único e atual

O que é essencial para você? Diante do momento que vivemos, essa pergunta nunca foi tão atual e carregada de significados. E as respostas para ela estarão nos 20 ambientes da Mostra Artefacto Curitiba. Com o tema “O Essencial para Morar Bem”, os 27 profissionais convidados – e já confirmados – devem surpreender o público com interpretações sobre estar em casa e vivenciar esse espaço como templos próprios capazes de reconectar as pessoas às suas origens e ao que realmente importa.

Destaque para as peças de design, com o conceito fatto a mano – principal característica do DNA da Artefacto – valorizado. Isso aparece de forma clara na Edition 2020 – coleção autoral de Patricia Anastassiadis para a marca.

Por meio de moods distintos, a consultora/designer que, há seis anos desenha para a Artefacto, apresenta uma relação de maior proximidade entre o indivíduo e o seu habitat. O conceito proposto pela arquiteta se materializa no mobiliário confortável, atemporal e totalmente conectado ao que realmente importa: uma casa carregada de verdade. A ergonomia dos móveis determina as formas: jogos de preenchidos e vazios, luzes e sombras, modularidades e componibilidades, o silêncio, o intervalo, a beleza da leveza, o contraponto. Da filosofia taoista do Yin-Yang (forças fundamentais opostas), à sinestesia que aciona lembranças, cheiros, sabores.

“Meu convite é para que as pessoas vivenciem a coleção Artefacto Edition 2020. Muito mais do que furniture, a Artefacto representa um estilo de vida cool, confortável e elegante", conclui o CEO da marca, Paulo Bacchi. Confira os nomes dos profissionais convidados para a Mostra Artefacto Curitiba:

Profissionais Convidados

• Ana Sikorski e Katia Monteiro

• André Bertoluci

• Caroline Andrusko

• Cymara e Camila Largura e Jacy Ebrahim

• Deborah Nicolau

• Elaine Zanon e Claudia Machado

• Eliza Schuchovski

• Ivan Wodzinsky

• Jayme Bernardo e Glei Tomazi

• Jocymara Nicolau e Andréa Posonski

• Jorge Elmor

• Juliana Meda

• Larissa Lóh

• Margit Soares

• Priscilla Muller

• Renan Mutao e Ary Polis

• Samara Barbosa

• Suelen Parizotto

• Talita Nogueira

• Viviane Loyola

 

 

 

Add a comment

Indústria farmacêutica faz alerta sobre armazenamento de produtos para saúde

 

 

 

Indústria farmacêutica faz alerta sobre armazenamento de produtos para saúde

Um dos grandes players do mercado, a Vuelo Pharma mantém o ritmo de produção e distribuição

A corrida da população por produtos para saúde em função da quarentena imposta pelo COVID-19 faz as vendas das empresas do segmento dispararem. A Vuelo Pharma, uma das principais empresas da indústria farmacêutica paranaense, notou o aumento na venda pelos canais online de cerca de 65% comparado a março de 2019.

“Não há motivo para desespero e compra em volume. Mesmo em meio à pandemia e enfrentando as dificuldades do dia a dia, estamos mantendo regularmente a distribuição do produto. A Vuelo adota todas as medidas sanitárias impostas pelos órgãos competentes e está redobrando os cuidados dentro e fora da empresa”, diz Thiago Moreschi, sócio-diretor da marca.

Com a produção em dia, a Vuelo alerta que não é interessante estocar medicamentos e produtos para a saúde, pois a validade desses itens é, normalmente, de até 24 meses. “Embora nossa produção permaneça ativa, sabemos que a pandemia deve exigir uma nova dinâmica de distribuição. A logística de entrega pode ser impactada, o que é esperado, mas não deve haver desabastecimento para quem faz uso contínuo ou pontual dos nossos produtos”, detalha Moreschi, lembrando que a empresa redobrou os esforços para garantir a eficiência das compras online.

Um dos principais receios vêm dos pacientes que utilizam os produtos de uso contínuo, como nos casos de úlceras ou doenças raras, como a epidermólise bolhosa, que causa feridas na pele, e que tem a Membracel como importante aliada no dia a dia. O produto consiste numa membrana especial a base de celulose, que diminui a dor e acelera a cicatrização da pele em diversos tipos de feridas.

Outro produto com grande procura é o Gelificador, também com tecnologia exclusiva da Vuelo, que consiste em cápsulas que aromatizam e solidificam as fezes armazenadas pela bolsa de pacientes ostomizados. A empresa também fornece o Spray de Barreira, um protetor cutâneo utilizado para proteger a pele e evitar lesões, como no caso de pessoas acamadas que acabam ficando muito tempo na mesma posição.

“Sabemos que são produtos importantes, que auxiliam na saúde e melhoram muito a qualidade de vida das pessoas. Por isso, estamos focados em não interromper a distribuição”, finaliza Moreschi. Todos os itens citados continuam em produção na fábrica da Vuelo Pharma e disponíveis para compra na loja online da empresa www.vuelopharma.com/loja

 

 

 

Add a comment

Em uma semana, Paraná Clínicas realiza 5,3 mil atendimentos por telemedicina

 

 

 

Em uma semana, Paraná Clínicas realiza 5,3 mil atendimentos por telemedicina

Serviço de orientação médica e de enfermagem por telefone entrou em operação em 23 de março como parte do plano de contenção à propagação do coronavírus no país

Em operação há apenas uma semana, o serviço de telemedicina da Paraná Clínicas já realizou 5.341 atendimentos por telefone. O novo canal de comunicação faz parte da estratégia da operadora de planos de saúde empresariais para reduzir o volume de pacientes em suas unidades próprias e conter a propagação do coronavírus no país – tudo isso sem deixar de promover assistência médica adequada e segura a todos os seus clientes. O serviço funciona de segunda à sábado, das 8h às 20h, pelo telefone (41) 3544-8688.

Segundo a gerente de Atendimento e Enfermagem da Paraná Clínicas, Renata Boniotti, a procura maior foi por renovação de receitas de medicamentos controlados e emissão de atestados médicos para pacientes que compõem os grupos de risco à doença e precisam do documento para solicitar home office. “Esses primeiros dias foram importantes para sentirmos a adesão do nosso público, ajustarmos os fluxos de atendimento e entendermos as principais demandas de saúde no cenário atual”, destaca.

O próximo passo será oferecer consultas de telemedicina com especialistas, como endocrinologistas, cardiologistas e psicólogos. “Com isso, esperamos manter o monitoramento e o controle de pacientes com comorbidades como diabetes, hipertensão e colesterol, que são os que correm maior risco de desenvolver complicações caso sejam diagnosticados com coronavírus”, explica a coordenadora dos programas de medicina preventiva da Paraná Clínicas, Dra. Caroline Caldeira.

Resultados

Segundo Renata, ainda é cedo para medir com precisão os impactos da telemedicina no volume de atendimentos presenciais. Mesmo assim, após somente uma semana em operação, a operadora já sentiu uma pequena tendência de mudança no comportamento dos pacientes da operadora. Nas unidades com pronto-atendimento 24 horas, como o Centro Integrado de Medicina (CIM) CIC e a Unidade Infantil ao lado do Hospital Santa Cruz, houve queda no número de consultas em relação às semanas anteriores.

Nas três primeiras sextas-feiras de março, por exemplo, o CIM CIC manteve média de 136 consultas presenciais. Na última sexta-feira (27), já com o serviço de telemedicina ativo, esse número caiu para 46 – redução de 66,17% no volume total. Na Unidade Infantil, os números seguiram a tendência de queda. A média passou de 62,3 atendimentos convencionais para somente 30, o que equivale a 51,8% menos consultas pediátricas presenciais.

“Isso também pode ser reflexo do trabalho que vem sendo realizado para conscientizar a população sobre o uso dos serviços de pronto-socorro em tempos de pandemia de coronavírus. Percebemos que muitos pacientes passaram a procurar ajuda somente em casos mais graves, o que reduz os riscos de contágio pela doença em ambientes hospitalares”, avalia a gerente de Atendimento e Enfermagem.

 

 

 

Add a comment

Subcategorias

X

Buscar artigos