Cinco formas de lidar com crianças pequenas

 

 

 

Cinco formas de lidar com crianças pequenas

Criar uma rede de apoio é importante para o desenvolvimento infantil

É compreensível que mães e pais, especialmente os de primeira viagem, acumulem uma lista de dúvidas sobre como educar os filhos. Afinal, são situações inéditas que precisam de uma ação imediata. E a escola é parceira neste momento, oferecendo toda uma rede de apoio, envolvendo avó, avô, primos e primas, tios e tias, amigos e quem mais tiver disposição para ajudar quando for preciso.
“A rede de apoio é importante para estabelecer limites e instruir, para a formação de valores e educação e para dar suporte e amparo às necessidades emocionais dos filhos. A rede ajuda, ainda, as crianças a lidarem com as frustações inerentes à vida”, reflete a psicóloga Michelli Duje.

Os temas que mais afligem os pais estão relacionados a como estabelecer limites e regras, como estimular a autonomia e questões sobre rotinas de alimentação, sono ou higiene. Ter a oportunidade de conversar e conhecer como outros pais tratam desses assuntos é muito enriquecedor. Segundo a coordenadora da Educação Infantil do Colégio Marista Goiânia, Naime Barbar, a troca de experiências entre pais e filhos também proporciona momentos de afeto e diversão, tão essenciais para o laço de confiança entre eles.

Para auxiliar os pais, Michellli sugere cinco formas para lidar com crianças pequenas:

1. Estabeleça regras e limites com calma e tranquilidade: faça combinados de acordo com a idade e maturidade do filho, e retome quando for necessário. É preciso repetir algumas vezes (ou várias vezes) até elas assimilarem as regras. Caso a criança não as cumpra, diga quais serão as consequências (não é recomendável aterrorizar ou criar medos na criança, como por exemplo, dizer a ela que a polícia ou o bicho-papão vão pegá-la). A consequência deve ser baseada em aprendizagem, para permitir que ela reorganize os pensamentos e aprenda com a situação.

2. Eduque com equilíbrio: determine limites mas permita que a criança tenha espaço para desenvolver a autonomia e maturidade emocional, isso possibilitará que ela se torne um adulto que sabe “se virar”. Assim, o filho poderá pensar e decidir por si, podendo avaliar o que é bom ou ruim. Também poderá sentir-se confiante para lidar com os desafios da vida, tanto na vida pessoal quanto profissional.

3. Atenção às ações: a criança tende a reproduzir o que fazem com ela. Mantenha comportamentos que condizem com o que quer ensinar ao seu filho. O valor do que é realmente importante é transmitido por comportamentos. É preciso dar o exemplo.

4. Conviva e tenha tempo com os seus filhos: não se esqueça de se divertirem juntos, é assim que terão intimidade para conversar sobre diversos assuntos.

5. É importante existir além de ser pai ou mãe: quanto mais novos os filhos, mais cuidados e atenção eles precisam, sendo natural que os pais dediquem tempo maior a eles. Mas mesmo com filho, é preciso preservar o seu “eu”, tendo um tempo para si, para cuidar da sua saúde, ter os seus momentos de lazer, as suas amizades, a sua atividade profissional, a sua vida de casal. Alguns desses momentos poderão ser vivenciados junto aos filhos.

 

 

 

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A pandemia que revela heróis

 

 

 

A pandemia que revela heróis

Fabio Carneiro

Esse grande alarde em relação à pandemia não é gratuito, um alarmante crescimento mundial em pouco tempo causa uma impactante mudança em vários aspectos da vida das pessoas. Mas existe algo de bom em tudo isso? Sim, a verdade é que essa pandemia, além de nos mostrar um mundo sob outra visão, tem revelado particularmente duas categorias de heróis: uma pela presença e outra pela ausência. Vou me limitar a dois casos, pois há muito tempo esses heróis andavam esquecidos e inaudíveis quanto os seus “ais”. São eles: os profissionais da saúde e os profissionais da educação.

No primeiro caso, a presença no ambiente de trabalho com o intuito de salvar vidas arriscando a própria, tem sido um grande motivo de comoção mundial. Estão recebendo aplausos merecidos por esse ato – aproveito este momento para parabenizá-los. No segundo caso, os professores, pela sua ausência, pois, como estão diariamente na linha de frente da educação das nossas crianças e jovens (sendo que esse trabalho tem sido degustado, momentaneamente pelos pais), a família está criando uma maior conscientização em relação à importância desse profissional, cada dificuldade enfrentada por ele e o grande valor agregado para realizar esse trabalho. Também não deixo de parabenizá-los por exercerem as suas missões.

Esse novo cenário começa a derrubar, lentamente, velhos “heróis” que, muitas vezes fabricados e confeccionados, vinham ocupando espaço e criando uma distorção do que realmente importa para gerarmos uma sociedade plena e de convívio harmonioso, principalmente no que se refere às crianças e jovens. Toda mudança é desconfortável e, muitas vezes, experimentamos sensações nunca antes vividas. Estamos aprendendo pela dor – e que essa sirva para mudarmos nossa mentalidade, nossas referências de quem são os nossos verdadeiros heróis. Espero, profundamente, espero por esse amor.

*Fabio Carneiro é professor de Física no Curso Positivo, em Curitiba (PR)

 

 

 

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Confinamento: quais produtos de primeiros socorros é preciso ter em casa

 

 

 

Confinamento: quais produtos de primeiros socorros é preciso ter em casa

Especialista dá dicas sobre o que é seguro ter em casa para usar em casos de acidente doméstico

O isolamento social imposto pela Covid-19 trouxe uma preocupação dupla a muitas famílias: o risco de acidentes doméstico aumenta ao mesmo tempo em que as saídas de casa - para farmácias e consultas - são cada vez menos recomendadas. A corrida por produtos de saúde que se viu no início da pandemia foi, muitas vezes, motivada pela preocupação em ter acesso fácil a curativos e outros itens caso aconteça alguma coisa. Mas o que é adequado ter em um kit caseiro de primeiros socorros?

“Basicamente, é preciso ter produtos básicos, como algodão, cotonete, gaze, tesoura, esparadrapo, luvas e itens que atendem às necessidades em pequenos acidentes, como arranhões, cortes superficiais, queimaduras de primeiro grau”, conta Antônio Rangel, enfermeiro e consultor da Vuelo Pharma.

Alguns produtos não costumam estar nos kits que as pessoas têm em casa, mas valem o investimento. Um abaixador de língua, por exemplo, pode ajudar a ver algum objeto na garganta e até para imobilizar um dedo da mão. Outra boa dica é a inclusão de uma bolsa térmica, que pode ser usada tanto fria quanto quente e serve para cólicas ou mesmo hematomas ou inchaço por pancada.

“Eu sugiro, também, ter em casa uma membrana chamada Membracel, que auxilia em casos de queimaduras de segundo grau, escoriações e até mesmo feridas mais profundas. É uma membrana de celulose cristalina capaz de substituir temporariamente a pele, além de isolar as terminações nervosas e acelerar o processo cicatricial. É bem versátil e multiuso", explica.

Em tempos de coronavírus, não esquecer de álcool em gel, máscaras e luvas também é importante. “Um alerta sobre o uso de anti-inflamatório nos casos de sintomas gripais. Se a febre for acima de 37,5 graus, acompanhada de tosse e falta de ar, é necessário procurar um médico”, diz.

Alertas

O consultor da Vuelo Pharma chama atenção para o uso de medicamentos ao se fazer primeiros socorros para pessoas em tratamento. “Especialmente adultos e idosos tendem a tomar medicamentos com frequência, às vezes até de forma contínua. Por isso é preciso atenção aos que estão no kit de primeiros socorros. É necessário verificar se comprometem a eficácia de algum produto já utilizado”, enfatiza Rangel, lembrando que a automedicação deve ser evitada ao máximo. Outro ponto de atenção é em relação a pessoas alérgicas e ao vencimento dos medicamentos, que não devem ser estocados ou armazenados por longos períodos. Ele alerta, ainda, que kits de primeiros socorros devem sempre ficar longe de crianças, observando regras de prevenção a acidentes domésticos, como guardar produtos de limpeza, higiene e álcool em local adequado, preferencialmente em lugares altos.

Confira a sugestão de kit de primeiros socorros para ter em casa:

· Algodão

· Atadura

· Antisséptico em spray

· Bolsa térmica

· Cotonetes

· Dipirona

· Esparadrapo ou micropore

· Gaze estéril

· Membracel

· Paracetamol

· Soro fisiológico 0.9%

· Termômetro

· Tesoura

 

 

 

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Empresas inovam e se adaptam às necessidades de colaboradores em home office

 

 

 

Empresas inovam e se adaptam às necessidades de colaboradores em home office

Assunto foi discutido pelo grupo de Benchmarking da Amcham Curitiba; pesquisa aponta que 300 milhões de pessoas estão trabalhando a partir de suas casas por causa da pandemia

Neste período de pandemia, empresas optaram pelo trabalho em home office para não suspender suas atividades. Apesar disso, muitos de seus funcionários têm condições diversas que podem tanto facilitar quanto dificultar o trabalho em casa. O tema foi discutido por gestores integrantes do grupo Benchmarking da Amcham Curitiba em evento online na última terça-feira (14).

Várias empresas têm se mobilizado para contribuir para que seus funcionários possam exercer suas atividades. De acordo com o CEO da Lactec, Luiz Fernando Vianna, os gestores precisam se policiar para não querer gerenciar tudo o tempo todo. ‘‘Neste período de pandemia, fazer com que as pessoas interajam é bem interessante e importante, mas não podemos esquecer que as condições de trabalho são diferentes agora’’, diz Vianna. Para o CEO da TOTVS Curitiba, Marcio Viana, apesar das variáveis, é preciso continuar produtivo. ‘‘Nós sempre trabalhamos com 3 palavras: Foco, Hábito e Disciplina, diariamente precisamos ter o Foco na Meta ajustado, criar hábitos diários no home office para garantir o sucesso neste foco, e ter a disciplina de até mesmo fazer algo que não seja seu hábito natural para que as metas e focos sejam atingidos”, afirma o gestor também durante o evento online da Câmara Americana de Comércio da capital paranaense.

Outra rotina

De acordo com Luiz Fernando Vianna, além dos funcionários entenderem que, mesmo em casa, eles estão trabalhando, os gestores precisam compreender que a rotina de seus colaboradores se transforma em tempos como o atual, junto com a mudança de ambiente de trabalho. ‘‘Nós temos que ter a consciência de que nossos colaboradores têm filhos, um almoço para fazer, uma casa para cuidar e que, estando lá, eles vão se ver obrigados a dividir seu tempo de uma forma diferente”, conta. Vianna lembrou, ainda, que o Lactec adota o horário flexível de trabalho na empresa e entende que, no trabalho remoto, essa flexibilidade deve ser ainda maior para que o funcionário possa administrar sua rotina e ser mais produtivo.

Outro ponto ressaltado é a relação de confiança estabelecida entre as empresas e seus funcionários. Na modalidade de teletrabalho, o cumprimento de horário de trabalho normal está em segundo plano frente à entrega das tarefas nos dias e horários combinados. Sendo assim, a administração dos horários fica totalmente nas mãos do funcionário.

Algumas empresas estão inovando ainda mais. Segundo o CEO da Lactec, a própria companhia onde trabalha tem enviado, por e-mail, publicações com diversas dicas para seus colaboradores. As informações vão desde como se exercitar em casa, até sobre intervalos que eles podem e precisam fazer longe do computador para não terem dores musculares ou de cabeça, por exemplo.

O home office é legalizado no Brasil e segue regras específicas. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em seu artigo 6º, não há diferença entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador, o executado no domicílio do empregado e o feito a distância, desde que estejam caracterizados os pressupostos da relação de emprego. Em 2017, a Reforma Trabalhista também contribuiu com a modalidade, incluindo um capítulo inteiro na CLT sobre o tema. Os artigos explicam que os direitos dos trabalhadores em teletrabalho são os mesmos de um trabalhador que executa seu serviço in loco.

Atualmente, segundo um estudo realizado pela Boston Consulting Group (BCG) em parceria com a instituição Bureau of Labor Statistics, dos Estados Unidos, há uma estimativa de que 300 milhões de pessoas estão trabalhando pela modalidade de home office no mundo por conta da pandemia da covid-19.

 

 

 

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O novo cenário político em tempos de pandemia

 

 

 

O novo cenário político em tempos de pandemia

A crise da Covid-19 redefiniu os termos e as peças do jogo político no Brasil. Durante o ano passado, o confronto era entre o poder executivo e a liderança do Congresso Nacional, normalmente em função das pautas de segurança pública e das questões morais da agenda de Bolsonaro. Em fevereiro deste ano, o conflito progrediu para as atribuições orçamentárias do Congresso, situação na qual a Câmara ameaçou ampliar o seu poder sobre os gastos da União e retirar discricionariedade do Executivo. Essa disputa culminou nos atos em favor do presidente, em 15 de março. Em meio às pressões por isolamento social, esse ato não aparece sem custos, pois afasta o presidente da parte da população inclinada a seguir as recomendações médicas.

A partir da segunda quinzena de março, as medidas tomadas pelos governos estaduais para restringir a circulação abriram nova frente de batalha. Daí em diante, a disjuntiva saúde pública versus economia tem pautado as relações entre o Congresso e o Presidente. Do lado do Congresso se perfilaram os governadores e os profissionais da saúde. Ao passo que Bolsonaro conta com apoio mais aguerrido de seus apoiadores — que agora retornaram à guerra digital e às manifestações nas ruas —, somados com os comerciantes, eles próprios inflados pela narrativa presidencial.

O choque com os governadores não é um fato pequeno. Desde a redemocratização, os governos estaduais perderam importância na política nacional e tinham dificuldades de contar com apoio popular local em função das dificuldades impostas pelas leis de austeridade fiscal. Agora, diante da importância da coordenação das políticas de saúde estaduais e do afrouxamento das regras orçamentárias aprovadas pela Câmara, ganham mais espaço para protagonizar a superação da crise do novo coronavírus.

Em abril, o conflito com os governadores e o Congresso se expandiu para o interior do Poder Executivo federal. O ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, após oscilar entre as medidas mais rígidas de isolamento e o afrouxamento proposto pelo seu chefe, finalmente se alinhou ao discurso dos governadores e das autoridades sanitárias. A popularidade de Mandetta e o desafio às determinações de Bolsonaro (orquestrado pelos governadores) levaram à sua demissão, destacando mais um desafeto de Bolsonaro com elevada aprovação popular.

Não bastasse tudo isso, o último milagre da multiplicação de inimigos se deu em um gabinete longínquo das crises recentes. Bolsonaro quis trocar o cargo de diretor da Política Federal e viu Sérgio Moro — o seu ministro mais popular — se demitir, não sem antes dar uma entrevista estarrecedora sobre as pretensões do presidente sobre a direção da instituição. Diante da decisão inusitada de prosseguir com uma troca desgastante a essa altura, as especulações de que Bolsonaro prepara a sua blindagem para o impeachment começaram a crescer. A insistência na substituição na PF em plena crise da pandemia e crise de governo só faz sentido como uma estratégia defensiva, seja para monitorar investigações, seja para agradar setores do Congresso recém-chegados à marquise do Planalto. A seu favor, resta o apoio popular, estimado em um terço da população.

O paradoxo da atual situação é que o presidente não contava com uma pandemia quando resolveu governar de modo minoritário, sem apoio dos partidos no Congresso. À medida que essa conjuntura acelerou o seu isolamento político, é também o tempo da pandemia que ditará o ritmo da agenda política, deixando o impeachment em modo de espera. A sorte de Bolsonaro depende de como usará esse tempo.

Autor: Luiz Domingos Costa é professor de Ciência Política e integra o Observatório de Conjuntura do Grupo Uninter

 

 

 

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