Em meio ao coronavírus, startup abre a primeira loja autônoma em condomínio de Curitiba

 

 

 

Em meio ao coronavírus, startup abre a primeira loja autônoma em condomínio de Curitiba

Moradores podem fazer suas compras de conveniência com um aplicativo, sem ter contato com ninguém

Em meio à crise gerada pela pandemia da Covid-19, a startup Onii inaugura nesta semana em Curitiba a primeira loja autônoma em condomínio residencial da cidade. Com um aplicativo instalado no celular, os moradores do residencial Luggo Lindóia vão entrar no espaço e comprar os produtos desejados, sem precisar interagir com ninguém.

A Onii trouxe para o Brasil um modelo inspirado nas lojas de conveniência Amazon Go, da gigante varejista norte-americana. Para fazer suas compras, o cliente entra na loja com um QRCode obtido no aplicativo, que é lido pela fechadura da porta. Em seguida basta escanear os itens escolhidos no celular para que a compra seja creditada no cartão cadastrado.

A primeira loja da cidade é um modelo de nove metros quadrados e abre oferecendo produtos de conveniência, nas linhas de bebidas, snacks e mercearia, que permitem inclusive cozinhar refeições. O espaço tem duas gôndolas e duas geladeiras e o abastecimento é garantido por um aplicativo de controle de estoque.

Por causa do coronavírus, a empresa está abrindo espaço para que produtores locais possam oferecer seus produtos dentro da loja, conta Rafael Pereira, licenciado da Onii em Curitiba, que já prospecta outros residenciais para o serviço.

Outros produtos podem entrar no mix conforme a demanda apresentada pelos moradores do Luggo Lindóia, condomínio com 128 apartamentos, que também está sendo entregue nesta semana para o mercado. A Luggo é uma startup da Construtora MRV que constrói imóveis para alugar. Os empreendimentos estão alinhados ao conceito de autoatendimento e compartilhamento de espaços de serviço, como lavanderia.

Isolamento social acelera expansão

A Onii nasceu dentro do centro de inovação Onovolab, em São Carlos, no interior de São Paulo, onde inaugurou sua primeira loja autônoma em dezembro de 2019. Na primeira semana de uso, 200 moradores do conjunto residencial de 240 casas já haviam feito download do aplicativo. O faturamento do primeiro mês foi de R$ 15 mil.

A pandemia acelerou a expansão da rede de lojas. Em março, a empresa fechou 80 contratos para a instalação de unidades similares no estado de São Paulo. Entre os clientes, estão o grupo MRV, a construtora Bild, a rede de condomínios Alphaville e o aeroporto de Congonhas, na capital paulista.

Há duas semanas, quando a população entrou em isolamento, a procura por lojas cresceu. “Estamos instalando em regime emergencial novas unidades”, diz Ricardo Podval, fundador da empresa. Além de Curitiba, novas unidades estão sendo abertas em Londrina, no Norte do Paraná, e em várias cidades de São Paulo e Minas Gerais.

Até o final do ano, a meta é ter 200 lojas instaladas no país. “A gente acredita que o modelo veio para ficar, traz comodidade ao morador, que consegue consumir sem sair do condomínio”, afirma Podval. Curitiba credenciou-se para a primeira etapa da expansão por suas características de pólo de inovação e empreendedorismo, explica o empresário, que vê grande potencial de crescimento local.

O projeto da Onii prevê que a instalação das unidades seja custeada pela empresa, mas a operação precisa ser terceirizada. A preferência é para um morador do condomínio, que fica com 90% do valor de faturamento da loja. “O plano é que elas sejam geridas por moradores com mais de 60 anos, para gerar trabalho e renda para essa população”, diz Podval.

Sobre o Onii

A startup Onii é a disruptura do varejo tradicional. Oferece opções de compras com segurança via App com QRCode 100% em nuvem e com reconhecimento facial para acesso e pagamento. Além de lojas de conveniência para condomínios residenciais verticais e horizontais, a Onii tem soluções autônomas para empresas, por meio de boxes de até 20 metros quadrados, estações com vanding machines, lockers para armazenamento e entrega e projetos especiais com a marca personalizada. Conheça mais em Onii.

 

 

 

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Compra em leilões gera economia para empresas em época de crise, aponta especialista

 

 

 

Compra em leilões gera economia para empresas em época de crise, aponta especialista

Aquisição de móveis, máquinas e equipamentos de segunda mão pode melhorar o caixa das empresas durante pandemia de coronavírus

A crise econômica por causa do novo coronavírus já chegou ao Brasil com força. Com as medidas de isolamento social para prevenir a propagação da doença, as formas de produção e consumo foram alteradas em diversas cadeias de negócios, obrigando pequenas, médias e grandes empresas a repensarem estratégias de sobrevivência. Diante de inúmeros iniciativas, adquirir ativos de segunda mão em leilões judiciais torna-se um caminho estratégico e econômico.

"Em época de coronavírus, a solução para as empresas é aquisição de ativos para reequipamento de parque fabril ou aumento da frota de veículos por meio de leilões judiciais. O desafio é utilizar melhor o caixa das empresas, com economia e parcelamento", aconselha Helcio Kronberg, leiloeiro público oficial.

De acordo com Kronberg, embora nesse sistema normalmente as aquisições tenham de ser pagas à vista, em um prazo pré-determinado pelos editais, os preços praticados são cerca de 20% mais baixos. "A compra por leilões é vantajosa por que o comprador tem a garantia de quitação do produto e a origem do bem. Quando a empresa precisa adquirir um bem de alto custo, mas não pode arcar com a despesa, participar de leilões é uma forma de se adequar a um orçamento mais econômico", explica.

A origem dos bens varia bastante, mas há um grande oportunidade em leilões de massas falidas (acervo de bens após decretação de falência) ou de empresas que precisam vender seus ativos para pagar dívidas. Outro situação vem de empresas que mudam de endereço, renovam seus escritórios e vendem os equipamentos usados.

"Para fazer bons negócios, é necessário ler todas as informações do edital do leilão com atenção. Embora seja possível fazer tudo pela internet, é aconselhável que a empresa marque uma visita para verificar a real situação do bem. No momento atual é possível avaliar por foto, vídeos ou perguntando ao leiloeiro responsável pelo pregão", explica Kronberg.

Impacto

Mais de 30% das empresas de todos os setores já sentiram os impactos da pandemia sobre seus negócios em março, de acordo com levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV). A indústria foi o setor mais afetado, com 43% das empresas reportando perdas. Em seguida, vêm o comércio (35%) e os serviços (30,2%). Em todos os setores, a expectativa é de aumento dos efeitos negativos nos próximos meses: 68,5% da indústria, 59,1% do comércio e 49,7% dos serviços.

No comércio, a maior parte dos impactos atingiu revendedores de bens duráveis e semiduráveis. Os setores mais afetados foram veículos, motos e peças (46,4%), material para construção (39,9%) e tecidos, calçados e vestuário (37,2%). Apenas 18,8% dos hiper e supermercados reportaram problemas no mês.

 

 

 

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Lembrança de infância compartilhada na literatura

 

 

 

Lembrança de infância compartilhada na literatura

Francisco Carlos Duarte lança o livro "Canto quase coro sambaquiano", uma narrativa simples, criativa e poética de momentos de quando era menino em Araquari

Memória da infância vivida numa pequena cidade catarinense deu origem à ficção “Canto quase coro sambaquiano”, livro de estreia de Francisco Carlos Duarte na literatura. Advogado, professor de Direito e procurador do Estado do Paraná (inativo), o autor tem seu nome gravado em 25 títulos jurídicos.
Publicada pela Kotter Editorial, a obra, já lançada em Portugal, traz texto e imagens que têm como cenário um vilarejo no qual a vida transcorria normalmente até um dia quando é achada a ossada de um sambaqui.

A partir da descoberta, a narrativa se desenrola. Com linguagem simples, criativa e poética, o autor resgata momentos da infância em Araquari (SC), sua terra natal. A rotina das crianças do vilarejo Bom-Belo Rio-Mar, que se divertiam no rio, é quebrada quando o “tesouro arqueológico” é descoberto.
Com referências à cultura sambaquiana, desfilam pelas páginas cenas e personagens descritos pelo olhar infantil e ricos em detalhes. Situações inusitadas, travessuras, artimanhas e brincadeiras se misturam à natureza retratada com suas particularidades e também sob os pontos de vista histórico e arqueológico.

Impressões

Sueli Hreisemnou de Oliveira, diretora presidente da Fundação Municipal de Cultura de Araquari, depõe que o livro “trata-se de uma prosa poética com um toque de refinamento ou poesia em forma de prosa, ou ainda melhor, palavras cantadas. São lembranças como um gosto de fantasia, repletas de detalhes inspirados na memória e na história”.

Jaime Sant’Anna, professor doutor da Universidade Estadual de Londrina, descreveu “para além do encantamento gerado pelo resgate da infância, o texto é rico na construção de imagens, mas frases/versos com vasto efeito sonoro”.

Sueli do Rocio Silva, psicanalista lacaniana e poeta, afirma que “a desta obra é a homenagem que Francisco gostaria de prestar às origens, à mãe e à cidade. O gesto bom-belo materializou-se neste presente para todos”.

Ficha Técnica

“Canto quase coro sambaquiano”, de Francisco C. Duarte, Kotter Editorial, 69 páginas, preço sugerido R$ 34,00

O autor - Nascido em Araquari (SC) e radicado desde 1973, em Curitiba (PR), Francisco Duarte é Ph.D in Law e professor titular de Direito dos cursos de graduação, mestrado e doutorado aposentado da PUCPR e procurador do Estado do Paraná inativo. Publicou mais de 25 livros jurídicos.

 

 

 

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Escoteiros do Brasil doam 3 km de tecido para fazer máscaras

 

 

 

Escoteiros do Brasil doam 3 km de tecido para fazer máscaras

Instituição convida voluntários para confeccionar 60 mil máscaras para a prevenção da Covid-19

Os Escoteiros do Brasil estão mobilizados no combate à Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Além das ações de conscientização que engajam mais de 100 mil famílias escoteiras no Brasil, a instituição lança uma campanha para confeccionar 60 mil máscaras de tecido que serão doadas para instituições do Terceiro Setor do Paraná. Cerca de 3 km de tecido serão distribuídos em kits para voluntários que queiram contribuir na elaboração das máscaras. Cada kit terá tecido e orientações de como fazer as peças.

“Os escoteiros são bastante organizados e envolvidos em ações que contribuem para um mundo melhor. Dessa vez, estamos convidando a sociedade para abraçar essa causa. Conseguimos arrecadar o tecido e precisamos de ajuda para fazer essas máscaras o quanto antes. Sabemos que juntos podemos vencer essa batalha”, diz o presidente dos Escoteiros do Brasil, Rafael Macedo.
O Ministério da Saúde orientou a produção de modelos simples de máscaras de pano, que funcionam como barreiras na propagação da Covid-19. Além de ser eficiente, é um equipamento que não exige complexidade na produção e um grande aliado no combate à propagação do coronavírus.

Para ser eficiente como uma barreira física, a máscara caseira precisa seguir algumas especificações. É preciso que tenha pelo menos duas camadas de pano. E mais uma informação importante: ela é individual. Não pode ser dividida com ninguém. As máscaras caseiras podem ser feitas em tecido de algodão, tricoline, TNT ou outros tecidos, desde que desenhadas e higienizadas corretamente. O importante é que seja feita nas medidas certas cobrindo totalmente a boca e nariz e que fique bem ajustada ao rosto, sem deixar espaços nas laterais.

O Grupo Escoteiro do Mar Amigo Velho, de Curitiba, é um dos Grupos que já iniciou a costura das máscaras. Se você é de Curitiba e tem interesse em retirar o kit para contribuir com a campanha, acesse o formulário disponível em bit.ly/kitmascarasescoteiras para mais informações.

Orientações sobre a máscara de pano

- A máscara é individual. Não pode ser dividida com ninguém, nem com mãe, filho, irmão, marido, esposa etc;

- A máscara deve ser usada por cerca de duas horas. Depois desse tempo, é preciso trocar. Então, o ideal é que cada pessoa tenha pelo menos duas máscaras de pano;

- A máscara serve de barreira física ao vírus. Por isso, é preciso que ela tenha pelo menos duas camadas de pano;

- Também é importante ter elásticos ou tiras para amarrar acima das orelhas e abaixo da nuca. Desse jeito, o pano estará sempre protegendo a boca e o nariz e não restarão espaços no rosto;

- Use a máscara sempre que precisar sair de casa. Saia sempre com pelo menos uma reserva e leve uma sacola para guardar a máscara suja, quando precisar trocar;

- Chegando em casa, lave as máscaras usadas com água sanitária. Deixe de molho por cerca de dez minutos.

Conheça outras ações que os Escoteiros do Brasil estão fazendo neste período de isolamento social:
escoteirosonline.org.br

facebook.com/EscoteirosDoBrasilOficial

instagram.com/escoteirosdobrasil

Escoteiros do Brasil

Os Escoteiros do Brasil são a única organização do país reconhecida e certificada pela Organização Mundial do Movimento Escoteiro. É responsável por dirigir e acompanhar as práticas escoteiras adotadas no Brasil. Ao todo, são mais de 110 mil escoteiros, reunidos em 1533 Unidades Escoteiras locais, em 722 cidades espalhadas em todo o território nacional.

Ferramenta de educação não formal, o Escotismo ultrapassa as barreiras e se firma como um movimento educacional por proporcionar aos jovens desenvolvimento em diferentes áreas, de forma sempre contemporânea e variada. O Movimento Escoteiro é uma organização do terceiro setor, sem fins lucrativos, que atende crianças, adolescentes e jovens por meio de um programa educativo próprio, presente há mais de 100 anos no Brasil. Saiba mais em https://www.escoteiros.org.br

https://www.facebook.com/EscoteirosDoBrasilOficial

https://www.instagram.com/escoteirosdobrasil

 

 

 

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Cinco principais dúvidas de trabalhadores em época de pandemia

 

 

 

Cinco principais dúvidas de trabalhadores em época de pandemia

Especialista esclarece pontos da Medida Provisória que altera regras trabalhistas como alternativa para suavizar os impactos da COVID-19 no Brasil

A expansão da COVID-19 no Brasil provocou mudanças no mercado. Por um lado, empresários e empregadores tentam reorganizar as finanças e buscar estratégias para manter o negócio em funcionamento no período de isolamento social. Por outro lado, empregados adaptam a rotina e fazem acordos com as empresas para manter o posto de trabalho.

Com a medida provisória (MP) publicada pelo Governo Federal, algumas regras trabalhistas sofreram alteração para suavizar os impactos do coronavírus no mercado brasileiro. “As novas regras priorizam o acordo individual, feito entre empregado e o empregador. Isso deixa o empregado em uma situação vulnerável, considerando que se o empregador impor alguma medida, o empregado acabará aceitando para manter o emprego”, explica o pós-doutorando em Direito, Marcelo Melek.

Professor de Direito e Ciências Sociais na Universidade Positivo, Melek explica a importância de haver um esforço pela manutenção do trabalho, ao mesmo tempo em que a preocupação com a saúde pública não pode ser deixada de lado. “Temos que lembrar que precisamos fazer o máximo esforço para manter os postos de trabalho e cuidar da economia. Sabemos que algumas empresas não vão suportar esse impacto por muito tempo. Contudo, nada adianta manter empresas em funcionamento com uma população doente que não pode trabalhar e consumir. Precisamos de trabalhadores e consumidores sadios para enfrentar este período”, afirma o professor.

Melek esclarece as cinco principais dúvidas sobre direitos e deveres trabalhistas nessa época de isolamento, home office e uma série de mudanças inesperadas nas relações de trabalho.

Ambiente seguro de trabalho

Dentro ou fora de uma pandemia, o empregador tem o dever de oferecer ao seu empregado um ambiente sadio e salubre, para que o colaborador tenha segurança para executar suas funções. É dever do empregador também fornecer informações sobre os riscos do trabalho e os procedimentos adotados pela empresa para proteger o colaborador.

Home office

O teletrabalho, ou home office, é uma possibilidade adotada pelas empresas, que normalmente deve estar previsto no contrato individual de trabalho. Com a MP, pode haver acordo para teletrabalho entre o empregador e o empregado, sem a necessidade de alteração no contrato. Dessa forma, é dever do colaborador aceitar a proposta do empregador, pensando no desenvolvimento da empresa durante o período. É de responsabilidade do empregador fornecer os materiais e serviços necessários para que o empregado consiga realizar suas atividades em casa.

Afastamento por coronavírus

Colaboradores com casos confirmados da COVID-19 devem ser afastados com falta justificada e permanecer em quarentena. O mesmo acontece para casos suspeitos de contaminação e pessoas do grupo de risco. Órgãos da saúde ainda determinaram a possibilidade de autodeclaração de quarentena, para pessoas com sintomas leves, em que a recomendação é não procurar um posto de saúde. Esses casos também devem ser afastados com falta justificada, mas com penalidade em caso de fraude.

Banco de horas e férias

Direitos como hora extra e hora noturna seguem válidos neste período. Para o empregador, é possível antecipar as férias individuais ou coletivas antes do trabalhador completar 12 meses na empresa, sem a necessidade de comunicação aos sindicatos da categoria. É possível também antecipar e aproveitar feriados para compensar saldo em banco de horas. Em caso de interrupção das atividades, a compensação de jornada, por meio de banco de horas, pode ser feita em até 18 meses a partir do encerramento da calamidade pública, sem que a jornada exceda 10 horas diárias.

Prorrogação de pagamento

O Governo Federal concedeu uma prorrogação para o pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), assim como para o pagamento do Simples Nacional.

 

 

 

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