A pedra no sapato do Ensino Superior brasileiro

 

 

 

A pedra no sapato do Ensino Superior brasileiro

Paulo Arns da Cunha*

Quando se fala em aumento dos investimentos no Ensino Superior como solução para a educação brasileira, me lembro da história do senhor que tomava analgésico constantemente para amenizar uma intensa dor no pé. Ora, o total investido no Ensino Superior no Brasil é quase quatro vezes maior que o dedicado ao Ensino Fundamental. Em percentual do PIB, esse valor já é relativamente alto, sendo superior ao mínimo constitucional e comparável ao de países com elevado nível educacional. No entanto, permanece o desafio de melhoria da qualidade da educação e um índice baixíssimo de brasileiros com Ensino Superior.

Não estou dizendo que sou a favor de cortes de investimentos nas universidades. Estou apenas sugerindo que, se o senhor da dor no pé tirasse a pedra de dentro do seu sapato, talvez não precisasse mais tomar analgésicos... a questão é atacar o problema pela raiz, encontrar os gargalos da educação brasileira, como a evasão universitária.

Dados divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) no documento "Education at a Glance 2019" dão conta de que apenas 33% dos estudantes brasileiros que ingressam numa Instituição de Ensino Superior se formam dentro da duração esperada do curso. Mas o que acontece com quase 70% dos alunos que foram selecionados em concursos, muitas vezes disputadíssimos, ocuparam a cadeira de outro estudante e desistiram no meio do caminho?

Os números são alarmantes. Mais da metade dos que ingressam nas universidades trocam de turma, curso ou instituição, ou simplesmente abandonam os estudos. Essas atitudes dão luz à problemas como a demora na qualificação profissional da população em condições de trabalhar; o desperdício de grande massa de força de trabalho, que fica desempregada ou subempregada, quando podia estar ajudando a produzir; o aumento dos gastos do governo com programas sociais e ajuda financeira aos desempregados; o baixo crescimento do Produto Interno Bruto; e o atraso na redução da pobreza.

Para as Instituições de Ensino Superior (IES), as consequências dessa alta evasão são desastrosas, pois os custos, tanto públicos quanto privados, se tornam muito elevados. A alta evasão faz com que o custo por aluno efetivamente formado seja bem maior que o custo por aluno matriculado. Assim, nas universidades públicas o gasto público acaba sendo bem maior – e as instituições privadas são forçadas a cobrar mensalidades mais altas para pagar a ociosidade de vagas, ociosidade de investimentos, perda de capacidade lucrativa e necessidade de reorganizar suas estruturas e cursos a serem ofertados.

Uma série de fatores leva esses estudantes a desistirem no meio do caminho. Uma parcela significativa dos universitários apresenta dificuldades nas matérias que exigem um maior aprofundamento, raciocínio ágil, capacidade crítica ou interpretativa, muitas vezes por conta da falta de preparo no Ensino Básico. Além disso, para a maior parte da população jovem adulta, os estudos precisam ser conciliados com o trabalho. No entanto, os modelos tradicionais de ensino exigem uma grande dedicação em horas de estudo, o que faz com que muitos alunos desistam dos estudos. Para esse problema, o aumento da qualidade dos cursos em EAD pode trazer excelentes resultados.

A taxa de evasão mais elevada no setor privado aponta para os custos com mensalidade, especialmente em épocas de crise. Mas a alta desistência no ensino público, que é gratuito e com um processo de entrada altamente seletivo, se deve a outros fatores, entre eles a falta de conhecimento dos alunos a respeito dos cursos. Uma pesquisa realizada com mais de 10 mil estudantes do Ensino Médio em agosto de 2019 pela Universidade Positivo revelou que 33% deles ainda estavam indecisos quanto à escolha do curso superior.

Ou seja, para facilitar o acesso do brasileiro ao Ensino Superior, não basta aumentar ou manter os investimentos. É preciso pensar em maneiras de deixar o aluno escolher a profissão um pouco mais tarde; aprimorar o processo de seleção nas universidades, levando em conta também habilidades sócio-emocionais; expandir o crédito universitário; melhorar a qualidade dos cursos de Educação a Distância; e, por fim, mas não menos importante, melhorar a qualidade da Educação Básica.

*Paulo Arns da Cunha é diretor-executivo do Colégio Positivo

 

 

 

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Evento gratuito para todo o país discute possibilidades dos negócios pós-pandemia

 

 

 

Evento gratuito para todo o país discute possibilidades dos negócios pós-pandemia

Bate-papo online vai contar com a participação de especialistas durante três dias

O futuro dos negócios após a pandemia do novo coronavírus é tema de três dias de palestras online e gratuitas promovidas pelo Centro Universitário Internacional Uninter. Os bate-papos serão transmitidos pela página do Facebook, sempre às 19h30, para todo o país.

No dia 30, os professores Alexandre Andrade, Aline Eberspacher, Carolina Brasil, Claudia Pampolini, Nelson Castanheira e Oriana Gaio conversam sobre ‘Negócios e tendências na nova realidade’’. Já no dia 1º de julho, os especialistas Joselmo Rezende, Alice Schneider, Aline Eberspacher e Jeanne Maciel falam sobre “A nova forma de falar com seu cliente”. Para fechar o ciclo de conversas, Aline Eberspacher, André Ribeiro, Ney Queiroz, e o empresário Marcos Satochi, sócio fundador da Central 10 Food Service, se reúnem para debater sobre como reinventar os negócios.

“É momento de pensarmos no futuro, em como devemos nos preparar para encarar os próximos capítulos dessa pandemia e reerguer as empresas quando tudo passar”, explica a professora Aline Eberspacher, coordenadora dos cursos de Pós-Graduação (lato sensu) na área de negócios da Uninter.

Serviço:

Ciclo de conversas - Vamos falar sobre o futuro!

Data: 30/06 e 01 e 02/07

Horário: 19h30

Participação: gratuita

Onde: facebook.com/uninterposgraduacaoareanegocios

 

 

 

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Pressão emocional pode fazer mais vítimas que o coronavírus

 

 

 

Pressão emocional pode fazer mais vítimas que o coronavírus

Programa Diálogo Saudável promove live nesta sexta-feira (26) sobre o tema com o psiquiatra Salmo Sugman e a psicóloga Jenima Prestes

Apesar do crescimento contínuo do número de infectados pelo novo coronavírus e de mortos pela COVID-19 no Brasil, nem toda a população será contaminada e boa parte ainda poderá ser imunizada pelas vacinas que já estão em teste. Entretanto, toda a população, desde crianças e jovens, passando por adultos, até idosos está enfrentando os altos e baixos do distanciamento físico, do abalo na economia e da incerteza sobre o futuro. Por isso, especialistas em saúde mental garantem que os reflexos dessa pressão emocional podem fazer mais vítimas que o coronavírus.

No início de junho, uma pesquisa com psiquiatras brasileiros mostrou que 47,9% dos profissionais tiveram aumento no número de consultas, de acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria. Além disso, 89,2% dos psiquiatras identificaram que seus pacientes tiveram sintomas agravados no período de quarentena. Quanto aos novos casos, quase 70% dos profissionais afirmaram ter recebido novos pacientes após o início da pandemia, todos nunca tinham tido sintomas psiquiátricos antes.

Para dar dicas de como as pessoas podem se proteger das pressões emocionais em meio à pandemia e adotarem medidas preventivas e hábitos de cuidado com a saúde mental para também vencer essas doenças silenciosas, muitas vezes incompreendidas pelos outros e negadas pelo próprio paciente, a Unimed Curitiba promove uma live com o psiquiatra Salmo Sugman e a psicóloga Jenima Prestes nesta sexta-feira (26), a partir das 18h, em sua página no Facebook (@UnimedCuritiba).

Neste Diálogo Saudável, a jornalista Mira Graçano conduzirá um bate-papo ao vivo com os especialistas em saúde mental e as pessoas poderão enviar suas dúvidas para serem respondidas em tempo real. “Faremos uma abordagem diferente, pois os dias estão diferentes para todos. Tem gente muito atarefada, trabalhando mais em home office que nos seus escritórios e hiperconectada nesses dias de distanciamento físico. Por outro lado, temos pessoas que estão sem trabalho, ociosas e entediadas por terem que ficar em casa. Qual o cenário mais danoso? Como cuidar da sua saúde mental em situações distintas? É sobre isso que vamos conversar e interagir com o público”, explica a jornalista Priscila Naufel, produtora do programa.

Um dos pontos altos da live serão os problemas de relacionamentos nesse tempo de isolamento, especialmente entre pais e filhos e entre os casais. É hora de discutir a relação? É mais fácil tentar mudar os hábitos do outro ou o seu próprio para manter a harmonia dentro de casa? Essas perguntas também serão respondidas pelos especialistas convidados.

A live vai tratar, ainda, sobre problemas sociais que estão em evidência nesse momento, como alcoolismo, violência doméstica, inclusive contra crianças e adolescentes, e suicídio. “Quem está enfrentando esses problemas ou conhece alguém que está com problemas e quer saber como ajudar é nosso convidado para essa live especial”, convida Jenima Prestes, que é psicóloga da área de Promoção da Saúde da Unimed Curitiba.

 

 

 

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Imposto solidário: Organizações sociais temem queda na arrecadação

 

 

 

Imposto solidário: Organizações sociais temem queda na arrecadação

Na reta final do prazo, mais de 10 milhões de pessoas ainda não enviaram o documento. Site ensina passo a passo de como destinar o imposto para instituições sociais

A pandemia do coronavírus fez com que o Governo Federal modificasse a data de entrega da declaração do Imposto de Renda (IR). O período, que encerrava no dia 30 de abril, mudou para 30 de junho. Porém, faltando apenas três dias para o prazo final, mais de 10 milhões de contribuintes ainda não entregaram a declaração, segundo dados da Receita Federal.

O compromisso, que pode ser visto por muitos brasileiros como burocracia, também é uma oportunidade de praticar a solidariedade e beneficiar projetos e pessoas afetadas pela pandemia O contribuinte que opta pelo modo completo pode destinar até 3% do imposto para instituições sociais. “Sabemos que esse é um momento em que as pessoas ficam meio receosas para doar, mas o dinheiro destinado já seria pago ao governo de qualquer maneira. A destinação para instituições, principalmente neste período de pandemia, é muito importante, já que muitas organizações se mantém o ano todo somente por conta desse direcionamento”, explica o gerente de Parcerias e Marketing do Marista Escolas Sociais, Rodolfo Schneider.

Segundo o especialista, esse valor retorna ou é abatido na restituição em 2020 ou no próximo ano e se a pessoa tiver imposto a restituir, o valor doado é acrescentado ao montante (calculado já no sistema da Receita) e ela o recebe no período de restituição. Se o contribuinte tiver imposto a pagar, o valor doado é descontado do débito.

Site ensina passo a passo de como doar

Com a intenção de explicar o passo a passo para efetuar uma doação via imposto de renda, o Marista Escolas Sociais, que atende mais de 7 mil crianças, adolescentes e jovens em 20 Escolas e Unidades Sociais nos Estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, preparou um site detalhando todas as etapas. Ao acessar impostosolidario.org.br, o contribuinte pode entender todos os processos e conhecer instituições que poderão ser beneficiadas.

Educação é uma das áreas impactadas

Um dos projetos disponíveis para receber os recursos via Imposto de Renda é o “Educação – O futuro é para todos”, que beneficia mais de 2 mil crianças, adolescentes e jovens de 0 a 17 anos. A iniciativa oferece educação gratuita em cinco escolas sociais localizadas em áreas de vulnerabilidade social na Zona Leste de São Paulo, Santos e Ribeirão Preto.

As doações podem promover a expansão de laboratórios, projetos de educomunicação, capacitação de educadores, revitalização de espaços e melhorias no acervo das bibliotecas. Mais de 40% das famílias atendidas nos locais estão abaixo da linha da pobreza e vivem do trabalho informal, sendo fortemente atingidas pela pandemia do coronavírus.

Durante o período de isolamento social, as Escolas Sociais têm promovido atividades para todos os alunos, de acordo com a realidade de cada família, sendo disponibilizadas de forma impressa e retiradas na escola ou enviadas via redes sociais e whatsapp. Para o aluno Gustavo Henrique do Nascimento Santos, de 14 anos, estudante do Marista Escola Social Irmão Lourenço, na Zona Leste de São Paulo, as atividades têm ajudado a manter a rotina. “O plantão dos professores tem ajudado bastante, é muito importante termos essa oportunidade”, revela.

 

 

 

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Como a LGPD pode ser uma oportunidade de negócio para as empresas?

 

 

 

Como a LGPD pode ser uma oportunidade de negócio para as empresas?

Webinar realizada pelo escritório Rücker Curi Advocacia e Consultoria Jurídica traz especialistas para discutir a questão

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que estabelece regras para a coleta, tratamento, armazenamento e compartilhamento de dados pessoais nas organizações, ainda gera uma série de dúvidas relacionadas à sua implementação de forma correta. Por isso, o escritório Rücker Curi Advocacia e Consultoria Jurídica realiza nesta segunda-feira (29), às 18 horas, seu novo webinar SmarTalks que terá como tema “LGPD: uma oportunidade de negócio para as empresas”.

Além de trazer estratégias e apontamentos jurídicos sobre o assunto, com a participação da sócia-fundadora, Izabela Rücker Curi Bertoncello, e de Alessandra Piloto, advogada no setor de Produtos Financeiros e no setor de Governança Digital no escritório Rücker Curi, o debate contará com a expertise de José Antonio Melnek Tacla, advogado do Olist. Serão tratadas questões como o tempo para regularizar a empresa, quais os procedimentos e se é possível fazer isso sem ajuda especializada.

O evento e pode ser acompanhado pelo site canal do Youtube do escritório, pelo link https://www.youtube.com/watch?v=lvYwMzHGgE4&feature=youtu.be

 

 

 

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