Carreira pós-coronavírus: 20% das profissões pode adotar home office de forma permanente

Carreira pós-coronavírus: 20% das profissões pode adotar home office de forma permanente

Pandemia tem alterado as estruturas do mercado de trabalho. Para consultora, cabe às organizações e profissionais se adaptarem e criarem novas oportunidades em meio a crise

O novo coronavírus transformou completamente a rotina da maioria das pessoas. Empresas e pessoas do mundo todo precisaram se adaptar e alterar processos de trabalho, adotando muitas vezes o trabalho remoto, em casa, como opção para continuar produzindo sem comprometer a segurança. Segundo estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o teletrabalho será possível para 22,7% das ocupações no Brasil. Ou seja: uma a cada cinco profissões no Brasil pode adotar o home office.

A adaptação ao escritório em casa pode se tornar, no futuro breve, mais que uma necessidade, mas uma preferência. Uma pesquisa da ISAE Business School aponta que 80% dos gestores que adotaram o sistema de trabalho a distância afirmam gostar da nova maneira de trabalhar. De acordo com Mônica Vialle, master coach em lideranças e gestão de tempo, isso pode se consolidar porque muitas empresas vão optar por fechar estruturas físicas e trocá-las pelo trabalho à distância, transformando a casa dos colaboradores em pequenos escritórios individuais. “As pessoas precisam se acostumar com a tecnologia e aprender a usá-la, pois ela tem sido o caminho que soluciona vários problemas e tem diversos benefícios”, explica.

O local de trabalho não está mais diretamente vinculado a um endereço específico. As novas tecnologias permitem acessar e-mails, documentos e interagir com equipes de qualquer lugar do mundo. A execução de atividades profissionais em casa não é mais novidade. Para a consultora, a crise causada pela Covid-19 apenas acelerou o processo de adaptação a esta realidade, que pode ser considerada o “novo normal”. Vialle ressalta que o período de crise atual alterou o ritmo e é necessário ceder para se acostumar. Assim, as empresas precisam recuar, ter flexibilidade com os salários e até mesmo pensar em outros negócios.

Era do Medo

Mônica Vialle também destaca que estamos em uma época baseada em medo e insegurança psicológica. “O medo está muito presente em nós, mas é possível transformá-lo em potencial para não deixar as coisas desmoronarem”. Embora esse sentimento exista, é possível utilizar dele para criar novas oportunidades para si mesmo, explorando o seu potencial. Uma dica é justamente olhar para o que está sendo feito e pensar “o que eu posso fazer dentro de casa com o meu potencial? Quais cursos posso fazer? Que serviço posso oferecer?”. É necessário justamente desenvolver uma alteração da mentalidade, de olhar para uma situação e tentar enxergar uma chance de criação de negócios, mesmo nas situações mais simples.

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Cookie Stories lança kits especiais para o Dia dos Pais 2020

 

 

 

Cookie Stories lança kits especiais para o Dia dos Pais 2020

Duas opções exclusivas fazem parte dos lançamentos da doceria curitibana para uma das datas mais especiais do ano

O Dia dos Pais de 2020 ficará marcado por celebrações fora do habitual. Considerada uma das principais datas para o comércio nacional, neste ano os tradicionais almoços em família serão substituídos por momentos mais intimistas. Pensando nisso, a Cookie Stories, principal casa de cookies do Brasil, preparou opções de kits especiais para serem consumidos em casa, perfeitos para presentear o paizão que ama doces e cafés especiais.

O “Kit 1”, que custa R$ 57,80, traz quatro unidades do clássico Cookie Shots e um pacote de 250gr do Cookie´s Coffee. Já o “Kit 2”, que custa R$ 112,80, é composto por quatro unidades de Cookie Shots, um pacote de 250gr do Cookie’s Coffee e uma cafeteira Moka. Além disso, a Cookie Stories vai disponibilizar a venda avulsa do Cookie’s Coffee (R$ 22) e da cafeteira Moka (R$ 65).

As encomendas dos Kits de Dia dos Pais da Cookie Stories podem ser feitas pelo WhatsApp nos números (41) 3077-0601 e (41) 3077-0601. Os pedidos serão entregues a partir de quarta-feira, dia 05 de agosto. Além da entrega tradicional via delivery, os pedidos podem ser retirados na loja por meio de drive-in, onde o cliente recebe o pedido em seu carro; ou por meio do conceito “to go”, onde o pedido é retirado no balcão da loja.

Mais informações na página oficial da Cookie Stories no Facebook ou no site www.cookiestories.com.br.

 

 

 

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Comissão de Educação da ABF lança cartilha para orientar retorno de aulas presenciais em cursos livres

 

 

 

Comissão de Educação da ABF lança cartilha para orientar retorno de aulas presenciais em cursos livres

Documento orienta franqueadores e franqueados sobre a retomada gradual das atividades presenciais nas unidades de ensino de cursos livres, com segurança para alunos e suas famílias, professores, demais colaboradores e toda comunidade

Preservar a saúde e o bem-estar dos estudantes, suas famílias, colaboradores e de toda comunidade escolar é a prioridade das franquias do segmento de Serviços Educacionais diante da pandemia do novo coronavírus. Por isso, tão logo foi decretado o fechamento das escolas pelas autoridades governamentais, as redes acataram. Agora, o governo de São Paulo está relaxando as medidas de isolando e permitiu o retorno com restrições de aulas presencias de cursos livres, que passaram a ser enquadrados como serviços dada sua natureza diversa do ensino regular. Em outras regiões, identificam-se também movimentos de reabertura, em diferentes graus e regulamentações.

Mesmo mantendo aulas on-line nesse período de isolamento social, as franquias de educação entendem que as aulas presenciais são importantes para a formação do aluno. Para ajudar neste momento de reabertura gradual, a Comissão de Educação da ABF desenvolveu um guia consolidado de boas práticas no documento Protocolo de Retorno.

A cartilha contou com o apoio técnico Ei Educação Continuada, empresa que segue as diretrizes da equipe liderada pelo PhD Edimilson Migowski, MBA, médico e professor de Doenças Infecciosas da UFRJ. “Elaboramos um protocolo sucinto, claro, que tem por objetivo orientar franqueadores e franqueados sobre como proceder na retomada gradual das atividades presenciais nas unidades, que pode ser usado em diferentes situações, independentemente do tipo de ensino prestado pela franquia. Reunimos nesse documento as orientações principais que pudessem ser padrão para todo o segmento de educação. Cada franquia poderá adequar o protocolo às peculiaridades da sua operação”, explica Sylvia Barros, coordenadora da Comissão.

As escolas de cursos livres, como são a maioria das que integram as redes de franquias do segmento de Serviços Educacionais, são distintas das escolas de ensino regular, da rede pública e privada. São em geral estabelecimentos menores, com aulas de menor duração e turmas também reduzidas, que não concentram grande número de alunos, como nas escolas regulares.

“Essa distinção entre as escolas de cursos livres e as instituições de ensino regular é fundamental. As franquias têm condição de retomar suas atividades mais rapidamente do que as escolas regulares, oferecendo toda segurança à comunidade escolar. E a implementação do protocolo de segurança sanitária pode ser feita com agilidade, sem qualquer burocracia, por exemplo, como a oferta de álcool em gel, de máscaras, a limpeza e desinfecção das instalações e outras medidas necessárias”, completa Sylvia.

Em pesquisas internas recentes, as redes identificaram o desejo de retorno de alguns alunos, mas o ensino a distância será mantido. Além disso, o retorno das atividades presenciais das áreas administrativa, comercial e de marketing será importante para a reorganização das redes neste momento e para o planejamento e captação de matrículas para o segundo semestre.

Orientações

Entre outras, o Protocolo de Retorno traz orientações a respeito das medidas gerais de segurança na escola, tais como:

• A possibilidade de redução do tamanho das turmas, de forma que haja um espaço mínimo de 1,5 metro entre cada aluno;

• Retorno gradual, iniciando com as turmas menores ou com número reduzido de salas, e a suspensão do uso das áreas comuns de convivência (lanchonetes, salas de espera, cafés);

• Diminuição da frequência de aulas simultâneas, para evitar aglomeração nos corredores, e na entrada e saída dos alunos;

• Colocar e manter abastecidos recipientes de higienização das mãos em todas as salas de aula e nos ambientes comuns.

Quanto aos colaboradores, os franqueados deverão:

• Orientá-los e incentivá-los a higienizar as mãos regularmente, especialmente entre as aulas;

• Garantir que máscaras faciais ou lenços estejam disponíveis no ambiente de trabalho, assim como lixeiras fechadas para o seu descarte;

• Comunicar os funcionários imediatamente que qualquer um que apresente febre ou tosse (mesmo que pouca) fique em casa;

• Manter em isolamento os profissionais que estão em grupo de risco ou que morem com pessoas pertencentes ao grupo, entre outras medidas.

Sobre a ABF

A ABF – Associação Brasileira de Franchising é uma entidade sem fins lucrativos, fundada em 1987, que representa oficialmente o sistema de franquias brasileiro. O setor registra um faturamento anual superior a R$ 186 bilhões, mais de 160 mil unidades e cerca de 2.900 marcas de franquias espalhadas por todo o Brasil. Além disso, o franchising brasileiro responde por aproximadamente 2,7% do PIB e emprega diretamente mais de 1,2 milhão de trabalhadores. Atualmente com mais de 1.300 associados e cobrindo todo o território nacional por meio da seccional Rio de Janeiro e de regionais (Sul, Minas Gerais, Centro-Oeste, Nordeste e Interior de São Paulo), a entidade reúne franqueadores, franqueados, advogados, consultores e demais fornecedores e stakeholders do setor. O propósito da ABF é fomentar o franchising brasileiro, nacional e internacionalmente, para que ele se mantenha próspero, sustentável, inovador, inclusivo e ético. A Associação dedica-se a aperfeiçoar o sistema de franquias brasileiro por meio da capacitação de pessoas em diversos cursos presenciais e on-line, do estímulo à inovação, da disseminação das melhores práticas, da representação junto às diversas instâncias.

 

 

 

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A linha nada tênue entre liberdade de expressão e fake news

A linha nada tênue entre liberdade de expressão e fake news

*Cristiano Caporici

No longínquo 2008, quando, em meio a um enorme debate sobre a obrigatoriedade ou não de se ter um diploma para o exercício da prática jornalística, comecei a minha graduação, não existia o termo ‘fake news’, tão popularizado atualmente no Brasil e no mundo.

Vou além: para os professores de jornalismo, conceitualmente, fake news não existem, pois se é fake, não é news, afinal ‘news’, do inglês, é ‘notícia’ e notícia é verdade. Mas, hoje, 12 anos depois, em meio a uma CPI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que investiga notícias falsas e assédio nas redes sociais, e no momento em que a maior rede social do planeta é pressionada a tomar medidas mais consistentes, justamente na luta pelo combate às informações falsas, esse cenário parece bastante realista.

A democratização da informação trouxe consigo a facilidade do exercício de uma comunicação inconsequente, irresponsável e perigosa. E foi aí que se iniciou uma ‘pandemia’ tão devastadora como a que vivemos no campo da (des)informação em massa.

Foi preciso que mais de 900 empresas, das pequenas às gigantes, se juntassem em um boicote histórico ao Facebook para que Mark Zuckerberg tomasse uma atitude. O Stop Hate for Profit (Pare de Dar Lucro ao Ódio) alega que o Facebook não faz o suficiente para remover conteúdos racistas e de ódio. E sua resposta à ‘crise’ até agora não foi vista com bons olhos pelos líderes dessa iniciativa, que se declaram decepcionados com o posicionamento do fundador.

Adidas, Coca-Cola, Diageo, Ford, Honda, HP, Starbucks e Unilever são apenas alguns dos muitos exemplos de companhias que decidiram não mais destinar suas verbas de marketing para anúncios na rede social de Zuckerberg até que os executivos da empresa adotem práticas firmes de combate e remoção de fake news e conteúdos racistas e de ódio.

Especificamente no Brasil, a rede social anunciou, entre outras medidas, a remoção de mais de 85 perfis, entre contas e páginas no Facebook e Instagram, suspeitos de formar uma rede de propagação de notícias falsas sobre política e a pandemia do novo coronavírus, além do incentivo à propagação dos discursos de ódio. Ao todo, os perfis banidos contavam com mais de 1,8 milhão de seguidores.

Políticos, empresários, formadores de opinião e até mesmo, quem diria, jornalistas se veem envolvidos em uma gigante teia de notícias falsas no Brasil e no mundo, com os mais variados objetivos.

Parte dos acusados justifica seus atos como ‘liberdade de expressão’. Ora, vamos à definição constitucional: “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”, segundo o Artigo 5º da Constituição Federal. Sendo assim, não há, por essência, vínculo entre uma inverdade propagada como notícia (fake news) e a tão mencionada liberdade de expressão.

Como jornalista e profissional de comunicação, luto veementemente contra qualquer tipo de censura. No Brasil e em qualquer país democrático, deve-se haver total liberdade de expressão e de imprensa, mas isso não pode ser justificativa para que indivíduos mal intencionados, seja com quais objetivos forem, divulguem inverdades sobre pessoas, empresas e instituições.

E quando isso acontecer – como tem se comprovado, seja na CPI das Fake News ou no movimento Stop Hate for Profit, em pressão ao Facebook – deve haver a punição adequada aos responsáveis, como um ‘remédio’ a essa ‘pandemia’, e a conscientização dos demais envolvidos no universo da comunicação e da informação para que estejamos ‘vacinados’ e possamos, em breve, nos livrar deste mal.

* Cristiano Caporici é diretor de Comunicação e Marketing da Tecnobank

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Bem-estar animal e produção de biogás reforçam cuidados de produtores com meio ambiente

Bem-estar animal e produção de biogás reforçam cuidados de produtores com meio ambiente

Estratégias que trazem benefícios sociais e ambientais estão cada vez mais presentes na rotina do campo

As perspectivas são otimistas para os suinocultores. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), no mês de junho, as exportações de carne suína no Brasil subiram 50,4%, se comparado ao mesmo período de 2019. Ao todo, foram exportadas 96,1 mil toneladas. Os números são reflexo de um mercado já consolidado, principalmente na região Sul do país, e que segue avançando com estratégias que trazem benefícios sociais e ambientais nas comunidades em que está inserido.

O cuidado com a sanidade dos animais e também com todo o processo de criação durante o ciclo de produção dos suínos se tornou um critério decisivo na relação entre produtores e indústria. Para Elsbeth Cornelia Verburg, suinocultora de Arapoti, no Paraná, esse é um dos desafios da profissão. “Minha meta, como produtora de suínos e leite, é proporcionar o máximo de bem-estar animal. Um desafio grande, mas não impossível. O bem-estar animal garante a qualidade do produto que chega ao consumidor final, que está ainda mais exigente quanto à origem e a forma como esses animais são criados”, explica.

Elsbeth conta com uma produção de aproximadamente 480 suínos por ciclo e é fornecedora da Alegra, indústria de alimentos de origem suína de Castro, também no Paraná, que, em 2017, conquistou o reconhecimento internacional quanto às práticas de bem-estar animal no abate. A indústria se tornou a primeira planta brasileira a receber essa certificação em bem-estar suíno pela World Quality Service (WQS).

Além do cuidado com os animais, outro ponto que se tornou parte da rotina do setor é a atenção com o meio ambiente. Considerados um problema ambiental, agora os resíduos da suinocultura são combustível para a produção de biogás. A própria Alegra desenvolveu um projeto para destinar todo o resíduo sólido da produção, também chamado de lodo biológico, para a geração de biogás. Uma usina foi construída ao lado da fábrica, num terreno com 10 mil m². A construção contou com investimentos de R$ 13,8 milhões, formando um novo negócio, a Energik, integrante da intercooperação Unium, que reúne as cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal – da qual a Alegra também participa.

Cerca de 20 toneladas de material serão destinadas todos os dias para o biodigestor da usina, que possui um tanque de 28 metros de diâmetro e 8 metros de altura. Só nesse processo haverá uma economia de R$ 1,5 milhão por ano, que eram gastos com a destinação dos resíduos.

E, assim, suinocultores vêm mostrando que é possível tornar toda a cadeia produtiva mais inteligente, sustentável e inspiradora.

 

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