Compliance: um aliado em tempos de pandemia

 

 

 

Compliance: um aliado em tempos de pandemia

Akira Otsuka*

O período de isolamento social instaurado em decorrência da disseminação do novo coronavírus no Brasil vem impactando operações de empresas em diferentes segmentos, que buscam equilibrar a proteção do caixa, a perenidade do negócio e a preservação dos empregos. Analisando o cenário, em um evento promovido em maio pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), especialistas salientaram que o momento atual da crise provocada pela pandemia será um grande teste para as áreas de compliance - setor que visa principalmente estabelecer um sistema de controle interno, para proporcionar maior segurança perante o mercado.

Nos últimos anos, empresas brasileiras ampliaram o investimento nessa área, com ações traçadas para garantir relações éticas e transparentes entre empresas e, principalmente, o Poder Público. O compliance é uma ferramenta atual e estável, para que a corporação preserve sua integridade e resiliência, assim como a de seus colaboradores e da alta administração.

E como a pandemia impacta essa estabilidade? O desligamento de colaboradores; a redução na remuneração; a adaptação de contrato com fornecedores; o investimento pontual em máscaras, álcool em gel e equipamentos de segurança voltados à saúde; e a realização de ações sociais, como doações, são exemplos de atuações que podem colocar a integridade da empresa em cheque neste período. Qualquer mudança que não seja devidamente registrada, dentro das conformidades e políticas da empresa, com transparência e respeito aos princípios legais, corre o risco de ser alvo de irregularidades.

Neste período de incertezas, algumas empresas consideraram o desligamento das atividades das áreas de compliance, por não reconhecerem a grande essencialidade do departamento dentro de uma empresa. Mas o resultado é bem o contrário: as empresas com estes setores bem estruturados podem passar por este momento com mais tranquilidade, com ciência dos protocolos que devem ser seguidos para preservar a sua integridade. Já as companhias que ainda não tinham desenvolvido essa área, estarão mais vulneráveis às irregularidades e terão trabalho redobrado para correr atrás do prejuízo.

Como a pandemia da Covid-19 tem mantido algumas pessoas em suas casas, praticando o trabalho remoto, as companhias terão que encontrar uma solução para seguir os protocolos à distância. Uma estratégia adotada é o uso ampliado da tecnologia digital, que departamentos podem utilizar para se comunicarem com seus stakeholders. Um exemplo é a plataforma ClickCompliance, um software em nuvem com possibilidade de acesso remoto. A solução é responsável pela gestão do programa em quatro frentes: gestão de políticas e documentos; canal de denúncias; treinamentos; e compliance bot de atendimento, que é um programa de computador responsável por automatizar procedimentos. Outros canais como TV corporativa, WhatsApp e e-mail também são alternativas eficazes para complementar as estratégias neste período.

O departamento de compliance trabalha para que a empresa se adeque e cumpra as normas dos órgãos reguladores, como também as normas internas elaboradas pela própria companhia. O programa favorece a transparência, justiça, sustentabilidade do negócio e muitos outros benefícios que promovem o fortalecimento e desenvolvimento da organização. É uma estratégia essencial para assegurar a continuidade dos negócios em um cenário de incertezas e adequações.

*Akira Otsuka é Diretor de Risco e Compliance do Grupo A.Yoshii Engenharia

 

 

 

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Colégio aposta em aulas especiais para ajudar na saúde mental de adolescentes

 

 

 

Colégio aposta em aulas especiais para ajudar na saúde mental de adolescentes

Disciplinas de Educação Física, Teatro e Música dão apoio social, psicológico, intelectual e cognitivo aos alunos

Os impactos da pandemia na saúde mental dos estudantes é tema de preocupação de educadores do mundo todo. Principalmente os alunos de Ensino Médio, na faixa dos 14 aos 17 anos - já que grande parte das coisas que mais gostam está relacionada à interação social, da qual estão privados. "Este é um momento de privação de várias atividades prazerosas, de restrição do contato com os amigos - que é muito intenso na adolescência - e de muitas incertezas. A privação de todas essas situações aliadas com a imprevisibilidade de quando tudo isso irá passar podem ser o gatilho para doenças mentais, como ansiedade e depressão", revela a psicóloga do Colégio Positivo - Internacional, Michelle Norberto Martins.

Pensando nisso, a instituição recorreu às aulas de Educação Física, Música e Teatro para trabalhar o desempenho social, psicológico, intelectual e cognitivo dos alunos. "A prática de atividades físicas e prazerosas neste momento de isolamento são fundamentais. A rotina se estruturou de uma forma totalmente nova, com novas tarefas, em outro ambiente, sem a interação social presencial e com outros estímulos; por isso, a prática de atividades que quebrem essa rotina de afazeres, que tragam leveza e prazer para a vida do adolescente, são tão importantes", explica a psicóloga.

O coordenador de Esportes e Cultura, Gino Fellipe Santoro, alerta para o problema do sedentarismo durante a pandemia. "Vivemos um momento atípico na história da humanidade. A pandemia do novo coronavírus levou a maior parte da população a ficar em casa, isolada e inativa, aumentando expressivamente os níveis de sedentarismo, que está relacionado ao aparecimento de inúmeras doenças, em qualquer idade. As aulas de Educação Física estão ajudando, nesse sentido, os alunos a se manterem ativos e garantirem mais energia para continuar estudando", afirma.

Segundo Michelle, o Teatro e a Música são disciplinas vistas pelos jovens como diversão e relaxamento. "São momentos em que eles podem colocar para fora e expressar a emoção acumulada", conta a psicóloga. "A música é usada desde o começo dos tempos para ajudar os humanos a lidarem com sentimentos difíceis e se conectarem melhor uns com os outros", lembra o professor de Música, Leandro Ramos.

Como diz o ditado, "quem canta, seus males espanta"! E isso é cientificamente provado. Devido à forte e imediata influência sobre as emoções, aliada à capacidade de aumentar naturalmente os neurotransmissores (incluindo as endorfinas), a música é usada para programas de bem-estar no mundo todo. Segundo a psicóloga Michelle, as aulas de Música, Teatro e Educação Física ajudam na capacidade respiratória, melhoram o humor, reduzem o estresse e a ansiedade, aumentam a capacidade de concentração, estimulam a memória, melhoram a postura e causam uma sensação prolongada de bem-estar.

 

 

 

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Porto Seguro Transportes anuncia novo produto do ramo de Responsabilidade Civil

 

 

 

Porto Seguro Transportes anuncia novo produto do ramo de Responsabilidade Civil

Como parte da aliança estratégica com a AIG, o RC Ambiental Transportes amplia o portfólio de soluções da companhia

A partir de junho, o Porto Seguro Transportes amplia sua carteira e lança o Responsabilidade Civil Ambiental Transportes. O novo produto surge da aliança estratégica com a AIG e foi desenvolvido especialmente para imprevistos nos transportes de mercadorias e resíduos perigosos ou poluentes, oferecendo coberturas e contenção para danos que a carga possa causar ao meio ambiente e à propriedade de terceiros.

De acordo com dados da CETESB - Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, de janeiro a novembro de 2019 a média de ocorrências de acidentes com cargas perigosas no Estado foi de 25,6 casos por mês. No mesmo período de 2018 a média era de 24,8. “Para quem transporta cargas de risco, ter um seguro de responsabilidade civil ambiental é fundamental, diante do risco exposto tanto para o dono da mercadoria e transportador da carga, quanto para a população e meio ambiente”, alerta Rose Matos, gerente do Porto Seguro Transportes.

O produto pode ser contratado por embarcadores (donos de mercadorias) e por empresas transportadoras. A vigência da apólice é de 12 meses e o limite de garantia mínimo é de R$50 mil, e o máximo R$1 milhão. São consideradas cargas perigosas líquidos inflamáveis, produtos transportados em alta temperatura, explosivos, materiais sólidos inflamáveis, substâncias oxidantes, tóxicas, infectantes, produtos corrosivos e outras cargas específicas.

Entre as coberturas básicas, o RC Ambiental Transportes garante: danos pessoais e danos materiais causados a terceiros; despesas de limpeza resultantes de condições de poluição da carga transportada; custos de monitoramento, remoção de contaminação do solo, águas de superfície e lençóis freáticos. Ainda é possível incluir a cobertura adicional de poluição decorrente de eventos não acidentais durante o transporte da carga, além de diferenciais como cobertura para poluição decorrente do tanque de combustível e fluídos automotivos dos veículos transportadores.

O segurado terá acesso também a parceria com empresa de atendimento emergencial com 0800 para emergências ambientais; e Plano de Ação de Emergência - PAE. “Sabemos que são inúmeros os riscos para quem transporta esse tipo de carga, mas são materiais essenciais para muitos serviços, e que não podem parar. Para isso, buscamos trazer recursos que auxiliem no transporte dessas cargas e que proporcionem maior segurança no trajeto ou em casos de acidentes”, conclui Rose.

Em dezembro de 2018, a AIG e a Porto Seguro anunciaram a formação de uma aliança estratégica envolvendo alguns produtos voltados ao segmento de Pequenas e Médias Empresas e contando com a garantia de proteção de resseguro da AIG. Tanto a Porto Seguro quanto a AIG disponibilizam o RC Ambiental Transportes para suas bases de corretores, o que permite uma distribuição mais ampla devido à grande capilaridade do canal corretor da Porto Seguro.

Para saber mais sobre o novo produto RC Ambiental Transportes, acesse o site ou contate um Corretor: www.portoseguro.com.br/transportes.

Sobre a Porto Seguro

A Porto Seguro é uma empresa brasileira com mais de 70 anos de mercado e está entre as maiores seguradoras do País, ocupando a primeira posição nos ramos de Seguro Auto e Residência. Atualmente, são quase 8,5 milhões de clientes únicos, 13,2 mil funcionários, 12,5 mil prestadores e 36 mil corretores parceiros. A companhia tem ainda 105 sucursais e escritórios regionais em todo o Brasil. O Grupo Porto Seguro é formado por 27 empresas – entre elas Azul Seguros, Itaú Seguros de Auto e Residência, Porto Seguro Saúde e Porto Seguro Uruguai – que atuam nos mais diversos ramos como seguros, produtos financeiros, serviços de emergência e conveniência, proteção e monitoramento, plano de saúde para Pets, entre outros. Em 2019, o lucro líquido da companhia foi de R$ 1,387 bilhão.

 

 

 

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Depois de participação em feira de Luxemburgo, designer Renata Romanó vende peças em galeria em Arlan, Bélgica

 

 

 

 

Depois de participação em feira de Luxemburgo, designer Renata Romanó vende peças em galeria em Arlan, Bélgica

Depois de fechar por um período devido à pandemia de Coronavírus, a galeria Arte Quadra, em Arlan, na Bélgica, voltou a abrir as portas este mês. Entre os artistas que têm produtos à venda na loja da galeria está a designer brasileira Renata Romanó. São peças delicadas em prata, porém com presença forte e design minimalista e geométrico.

A oportunidade de comercializar peças no país europeu é fruto da participação da designer no des Créateurs, evento do MUDAM (Musée d’Art Moderne Grand-Duc Jean), na Cidade de Luxemburgo, em dezembro de 2019. Renata foi a única selecionada brasileira a integrar o mix de marcas do evento, que reúne apenas produtos handmade. “Mesmo num momento tão atípico estamos colhendo os frutos dos contatos que fizemos no evento, no qual o espírito, agora mais do que nunca, é a valorização do feito à mão”, diz Renata.

A designer

Formanda em Design de Carros pela Universitá Degli Studi di Firenze, Renata Romanó trabalhou na Secretaria de Moda de Florença e participou do projeto para a criação da boneca Barbie para a edição especial em homenagem a Caterina de Medici. Em sua estada italiana esteve também na produção das feiras Pit Uomo e Pit Bimbo.

De volta ao Brasil, trabalhou na chegada das Lojas Coppel ao país, sendo responsável pelas compras de acessórios femininos da rede mexicana no território brasileiro. Em seguida, começou a produzir acessórios artesanalmente, fazendo peças com ladrilhos e couro. Em 2016, passou a estudar ourivesaria com o intuito de criar algumas peças que facilitariam a execução do que já produzia, mas acabou descobrindo um caminho irresistível no processo reflexivo e exclusivo da joalheria artesanal. Renata já participou de três edições do Joiarte, evento criado em Curitiba e que reúne designers de joias autorais.

Suas joias trazem como referências desde o que aprendeu no curso de Design de Carros em Firenze, ícones da arquitetura como Le Corbusier, a escola Bauhaus até as peças geométricas fortes da clássica Cartier.

Usando ouro, prata e pedras naturais, Renata está à frente de todas as etapas do processo, do desenho e execução até a venda. Seu trabalho orgânico e autoral pode ser visto no Instagram @renataromanojoias.

 

 

 

 

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Setor de contact center é impulsionado com mudança do consumidor na pandemia

 

 

 

 

Setor de contact center é impulsionado com mudança do consumidor na pandemia

São os tele atendentes das empresas terceirizadas, responsáveis pelas centrais de relacionamento, que fazem a ponte entre as marcas que vendem produtos na internet e o consumidor final

Os resultados da Pesquisa vender em marketplaces 2020, produzida pelo olist, aponta que uma das estratégias das lojas brasileiras para ganhar novos mercados é a diversificação dos canais de venda. Nesse contexto, os marketplaces se tornaram a principal fonte de renda para 57% dos lojistas entrevistados. Em tempos de pandemia colocar seu produto nas vitrines online de grandes marcas como Amazon, Submarino e Shoptime, por exemplo, é uma forma de encurtar o caminho para se conectar com novos consumidores. É assim que muitos empreendedores iniciaram sua trajetória nas vendas online.

Como muitas lojas precisaram fechar suas unidades físicas para se enquadrar à medida do isolamento social, a alternativa foi abrir uma porta no comércio da internet. Mesmo num momento de crise econômica, as empresas que migraram para os marketplaces conseguiram ir além da sobrevivência no mercado e viram seu faturamento crescer num ritmo acelerado.

A categoria Casa & Móveis aumentou suas vendas em 85,39% em comparação com o início da pandemia, graças ao comércio online, segundo dados coletados pela Conversion, consultoria de performance & SEO. A explicação parece ser simples: com a adesão em massa ao home office, muitas pessoas precisaram investir em mobiliário para ter mais ergonomia e conforto para trabalhar. Além disso, ao passarem mais tempo em casa, as famílias começaram a se interessar por artigos de decoração capazes de melhorar o bem-estar e passar momentos mais agradáveis no “lar doce lar”.

Essa mudança dupla de comportamento do consumidor - o crescimento da demanda por mobiliários e a adesão às compras pela internet – impactou em outro segmento que está intimamente ligado aos setores do varejo moveleiro e do comércio online: as empresas terceirizadas que são especialistas no atendimento e relacionamento com os clientes.

Caio Santana, coordenador de operações da dbm contact center, localizada em Curitiba, explica que a empresa precisou triplicar a equipe para atender os clientes do setor moveleiro. “A princípio os fabricantes se sentiram inseguros pela crise econômica gerada pela Covid-19, em razão do confinamento. No entanto, a exigência de ficar em casa e de trabalhar remotamente trouxe como efeito colateral o aumento da demanda por mesas e cadeiras. Passada essa primeira necessidade, sugiram outras como fazer pequenas reformas em casa, começando pela troca do mobiliário e itens de decoração, para ter mais conforto no período de isolamento social”, conta Santana.

Segundo ele, vale lembrar que, apesar da crise, muitas pessoas mantiveram seus empregos e agora dão um novo destino para sua renda. Os recursos gastos com as saídas e happy hours se tornaram uma reserva para comprar outros bens de consumo, que antes não estavam na lista de prioridades. E é na internet que esse público encontra novas formas de comprar.

“O aumento da demanda no setor de contact center surgiu justamente para atender os anseios dos novos consumidores do comércio online. Muitos foram obrigados a aderir essas plataformas, mas tinham pouca ou nenhuma intimidade com as compras na internet. Tivemos que ampliar nossa equipe para dar conta do aumento no volume de atendimentos. Muitos não conhecem os mecanismos de compra, têm dúvidas sobre prazos de entrega, rastreamento dos produtos e até a alternativa de cancelar a compra. E é numa central de atendimento que todas as dúvidas são sanadas e os problemas resolvidos”, afirma Caio Santana.

E como o setor de contact center é movido pela tecnologia e está sempre um passo à frente, a preocupação da dbm agora é capacitar os tele atendentes para fidelizar esses clientes para que continuem encantados com as vitrines online. “Já estamos aprimorando nossa forma de atendimento para atender mais um pedido dos nossos clientes, que é fazer com que o consumidor final continue conectado a sua marca, já pensando nos resultados da Black Friday, em novembro”, finaliza Caio Santana.

 

 

 

 

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