Derrubar estátuas cicatriza as feridas de um passado cruel e racista?

 

 

 

Derrubar estátuas cicatriza as feridas de um passado cruel e racista?

*Antonio Djalma Braga Junior

Recentemente assistimos uma série de protestos que resultaram em derrubadas de estátuas e depredação de monumentos históricos que homenageiam personagens e símbolos de uma cultura preconceituosa, machista, racista, colonizadora, ditatorial e escravagista. Foi o caso da estátua de Cristóvão Colombo, decapitada em Boston; do mercador de escravos Edward Colston, jogada em um rio, em Bristol; do rei Leopoldo II da Bélgica, vandalizada durante os protestos em Bruxelas. Esses casos não são isolados e imagens como essas tem percorrido o mundo, sobretudo após o recente episódio do caso George Floyd nos EUA.

Defensores de protestos como esses argumentam que derrubar e vandalizar esses monumentos é descolonizar o presente; é cicatrizar as feridas do passado; é resgatar o senso de justiça com os que tanto sofreram e continuam sofrendo por conta de uma cultura etnocêntrica como essa. Mas tais protestos podem ser considerados legítimos? Eles são eficientes em ressignificar as feridas de um passado cruel e desumano?

Um primeiro cuidado que precisamos ter ao responder a essas questões é em relação às simplificações que o senso comum insiste em fazer com coisas que não são simples. Essa discussão não deve se resumir a concordar (ou não) com a derrubada de estátuas. O ponto central aqui deve ser a preocupação com os problemas sociais e culturais que ainda vivenciamos por conta de personagens históricos como os que estão na pauta dessa discussão e que foram homenageados em monumentos públicos. O que eles fizeram deve ser condenado pela história e os seus símbolos opressores devem ser apagados do presente de uma vez por todas. Mas, como fazer isso?

Desde os tempos mais antigos, as sociedades parecem ter a necessidade de criação de símbolos que ajudem no processo de significação do mundo e de si mesmo. A criação desses símbolos sempre foram fundamentais para que houvesse uma cooperação social mais sofisticada entre os povos. Da mesma forma, a derrubada desses símbolos tem a intenção de produzir seu efeito contrário.

Todavia, quando a derrubada desses símbolos é feita com o uso de violência, vidas inocentes se perdem pelo caminho. Quando Moisés exigiu a destruição do bezerro de ouro, incitou os hebreus a colocarem suas espadas sobre a coxa e ordenou que matassem seus irmãos, vizinhos, amigos, e aquele dia três mil homens foram mortos. Quando os nazistas começaram a queimar livros que tratavam dos símbolos da cultura judaica, acabou com o saldo de 6 milhões de judeus mortos. Ou seja, quando uma sociedade começa a derrubar estátuas de forma violenta, vidas serão destruídas em seguida. Será que agora, com os protestos pelo mundo em respeito ao assassinato de George Floyd, será diferente? Creio que não.

Por isso, sou a favor da remoção desses monumentos, desde que seja realizada por vias democráticas, fazendo uso das leis e da infraestrutura de um Estado de Direito consolidado, para criarmos as condições de libertação desse passado obscuro e cruel. Somente assim conseguiremos, de fato, cicatrizar as feridas que tanto causa sofrimento ainda hoje em nossa sociedade, sem prejuízos de vidas inocentes.

*Antonio Djalma Braga Junior, doutor em Filosofia, é professor da Escola de Direito e Ciências Sociais da Universidade Positivo

 

 

 

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Programa inovador em saúde ocular reduz fila de espera em 7,5% em apenas um dia

 

 

 

Programa inovador em saúde ocular reduz fila de espera em 7,5% em apenas um dia

Nos moldes do que acontece no exterior, prefeitura de Marialva (PR) lança projeto solidário e promete zerar espera em poucos meses

O município de Marialva, localizado no centro-norte do Paraná, sancionou recentemente a Lei Municipal 2.366/20, que regulamenta a aplicação do “Programa Municipal Visão Solidária: optometria contra a cegueira evitável”. Aprovado por unanimidade pela câmara de vereadores, o projeto tem como objetivo principal disponibilizar atenção primária à saúde ocular da população do município.

Com aproximadamente 35 mil habitantes, a cidade conta com uma fila de espera de 955 pessoas que buscam por atendimento em saúde visual no Sistema Único de Saúde (SUS). Por meio do trabalho voluntário de profissionais optometristas, o programa municipal pretende orientar a população sobre prevenção da saúde ocular, treinar profissionais das Unidades Básicas de Saúde (UBS) para a triagem de pacientes para o programa e reduzir drasticamente a fila de espera de exames visuais no SUS.

A primeira edição do programa, realizada em 2 de julho, contou com o trabalho voluntário de três optometristas e equipamentos doados por um dos profissionais para a prefeitura. No primeiro dia de ação, com consultas previamente agendadas, foram atendidos 72 pacientes, com idade entre 10 e 88 anos. “Com apenas um dia por mês de atendimento poderemos zerar a fila de espera em nosso município em 10 meses e garantir que nossa população tenha melhores condições de saúde”, revela o vereador e autor do projeto, Luciano Dario.

O programa adotado pela prefeitura se assemelha ao processo de atendimento em saúde ocular adotado por países como Itália, Alemanha, Inglaterra e Estados Unidos. Nesses países, o profissional optometrista é responsável pelo atendimento primário da população e casos de média e alta complexidade são direcionados aos médicos oftalmologistas. O optometrista é capaz de detectar alterações de acuidade visual, visão cromática, alterações na visão binocular e campo visual, além de trabalhar com terapia visual e atuar na prevenção de doenças oculares e na correção e compensação de erros de refração.

Segundo o coordenador do Programa Municipal Visão Solidária, o optometrista Thiago Corrêa, foi detectado que 66% dos pacientes atendidos apresentavam ametropia, defeito de visão decorrente da focalização inadequada da luz, como miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia, e apenas 29% dos pacientes precisaram ser encaminhados para consultas com médicos oftalmologistas. “Infelizmente, alguns pacientes foram diagnosticados com cegueira irreversível, devido ao tempo de espera por atendimento. Esperamos, com esse projeto, poder reverter o quadro da saúde ocular da população marialvense”, comenta o optometrista.

 

 

 

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Cinco produtos essenciais durante o isolamento social

 

 

 

Cinco produtos essenciais durante o isolamento social

As mudanças na rotina causadas pela pandemia do novo coronavírus impactaram também no comportamento de compra. Itens que antes eram considerados secundários passaram a ser mais procurados, coincidindo com uma nova rotina e até mesmo de hobbies.

Atentos às tendências, lojistas do Ventura Shopping separaram cinco itens que estão em alta neste momento. Seguindo todas as recomendações dos órgãos de saúde, o empreendimento de Curitiba está aberto de segunda a sexta-feira, das 12h às 20h, e também atende nos formatos de drive-thru e delivery. Uma novidade é a Vitrine Virtual, site no qual os clientes podem verificar as redes sociais do lojista e entrar em contato diretamente pelo WhatsApp para finalizar a compra. Confira abaixo:

• Moletons

Não é novidade que, passando mais tempo em casa, roupas confortáveis têm se tornado a melhor opção. Os moletons, por exemplo, são uma das principais tendências da moda. De acordo com o Google Trends, ferramenta que mostra os termos mais buscados, a pesquisa por “moletom” atingiu seu pico no fim de maio, e continua com um número maior do que no mesmo período de 2019. No Ventura Shopping, é possível encontrar moletons e conjuntos na loja Ben Hur Sports por a partir de R$ 49,90.

• Pijamas

Também de acordo com o Google Trends, pijamas também são destaques. Nas buscas do Google o aumento foi de 500% desde o início da pandemia no Brasil. Opções de pijamas podem ser encontrados no Ventura Shopping, como na loja Jeito de Dormir Pijamas, que estão sendo comercializados com preços a partir de R$ 59,90.

• Cuidados com a pele

A rotina de cuidados com a pele tem se popularizado durante o período de pandemia, principalmente por conta da influência de criadores de conteúdos digitais. Para aderir à prática, são necessários produtos certos, como máscaras faciais. A principal função desses produtos é manter a vitalidade da pele. Elas podem funcionar para hidratação, desintoxicação (detox), ação antienvelhecimento, aumento da luminosidade e deixar os poros menos aparentes. Além de fazerem bem para a saúde da pele, são fáceis de aplicar e têm preços em conta. Máscaras faciais podem ser encontradas na loja Selma Cosméticos do Ventura Shopping por a partir de R$ 10.

• Ring Light

Sensação da internet e utilizada pelos influenciadores digitais, o ring light é um dispositivo de iluminação para produção de fotos e vídeos. Ele possui vários modelos, que variam tamanho, intensidade de luz e conexões. Com a popularização de aplicativos de transmissão ao vivo, aulas de danças e tutoriais, este produto tem registrado uma busca alta, que se mantém em constante aumento desde o fim de março, de acordo com o Google Trends. No Ventura Shopping, é possível encontrar o ring light na Compueletrom Informática, por R$ 179.

• Lanches e snacks

De acordo com uma pesquisa feita no Brasil pela Criteo, empresa de tecnologia voltada para profissionais de marketing, a venda de lanches, snacks e outros aperitivos aumentaram 722% na segunda semana de abril. No Ventura Shopping, a novidade são os os milkshakes, que podem ser adquiridos no Nhô Sorvetes por R$ 9,99. Além disso, diversas operações de gastronomia do shopping atendem via delivery. Outras opções podem ser conferidas no Instagram do empreendimento.

 

 

 

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Em tempos de pandemia, falar bem pode fazer a diferença nas redes sociais

Em tempos de pandemia, falar bem pode fazer a diferença nas redes sociais

Falar é natural do ser humano. A comunicação está presente em todos os momentos de nossas vidas. Desde crianças, somos estimulados a falar (fala, “mamãe”) e a nos comunicar por gestos (“dá tchau pra vovó”) e expressões corporais (“dança pro vovô ver”). Fazemos teatro na escola, e vamos ser francos, não são peças da Broadway, mas nos divertimos muito. Escrevemos redações, que dificilmente virarão Best-sellers, mas nos orgulhamos delas.

Crescemos e vamos ao mercado de trabalho onde precisamos nos comunicar com nossos pares, clientes, fornecedores, concorrentes e todos os stakeholders relacionados a nossa profissão e a nossa empresa. Valorizamos o olho no olho, isso gera confiança. Mas, e quando isso não é mais possível?

Passamos por um momento delicado da nossa sociedade mundial, a ordem agora é home office, e falar de oratória parece desnecessário, mas isso é um ledo engano. Nesse momento de pandemia e isolamento social, mais do que nunca, precisamos saber nos comunicar de forma objetiva e assertiva.

Lojas precisam vender, clientes precisam comprar, professores precisam dar aulas, alunos precisam estudar, advogados precisam participar de audiências, o mundo precisa continuar girando suas economias da melhor forma possível, mas sem afetar ou por em risco a saúde de todos. E isso tudo está acontecendo via web.

Estamos usando as mídias sociais todo o tempo e muito mais do que usávamos nos dias “normais”. O mundo está conectado 24h por dia. A informação circula em velocidade estonteante.

Com o isolamento social as pessoas querem ver e ser vistas pelos canais disponíveis, tais como, Youtube, Instagram, Facebook, Linkedin, Twitter e todos os canais virtuais que possam gerar algum tipo de integração e interação social.

Por isso, saber expressar-se, falar com propriedade sobre algum tema, dar uma boa aula, vender o seu produto ou serviço, atingir o seu público, encantar e prender a atenção dos seus ouvintes é importante e gratificante quando se consegue. Isso é colocar a oratória em ação. A concorrência chega pelo seu computador e não pede licença.

Agora, para falar bem, uma coisa é imprescindível: LER.

Sem conteúdo não há o que falar, ou só se fala bobagens. Sem conhecimento os debates se tornam rasos. As opiniões são baseadas em “achismos”. As apresentações não convencem e a credibilidade desmorona.

Quero deixar uma única dica para quem quer se tornar um bom orador: LEIA. Leia muito. Leia de tudo. Leia o que não gosta. Leia o que não entende. Leia o que você tem paixão. Leia até bula de remédio, mas LEIA.

Autor: Júlio Cezar Bernardelli é mestre em Tecnologia e Sociedade, professor e coordenador de operações dos cursos semipresenciais do Centro Universitário Internacional Uninter

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Call center x plataforma digital: qual é o futuro do atendimento ao consumidor?

Call center x plataforma digital: qual é o futuro do atendimento ao consumidor?

Por Flavio dos Santos*

Todo consumidor já passou pelo momento em que precisou buscar atendimento de uma empresa prestadora de serviços. E nesse contato pode morar o sucesso ou fracasso do serviço, dependendo do perfil e da experiência de cada cliente. Há os que evitam ao máximo qualquer relação com o atendimento e abominam uma ligação ao call center, até aqueles que fazem propaganda do produto ou serviço após a excelente recepção. Mas existe fórmula mágica para acertar no atendimento ao consumidor?

Desde o surgimento dos call centers, nos anos 1960, empresas buscam formas de prestar um bom atendimento ao consumidor e, principalmente, mantê-lo na lista de clientes. Mas, após a chegada dos aplicativos e plataformas digitais, que agilizam o contato e, muitas vezes, a resolução do problema, a ligação telefônica se tornou, para muitos, um incômodo. Mesmo assim, o formato é indispensável ainda, principalmente se estamos falando de serviços públicos, em que é preciso atender também a demanda da população que não tem acesso ao digital.

Na Central 156, por exemplo, principal canal de contato da população curitibana com a Prefeitura Municipal, no mês de junho, foram realizados 96.606 atendimentos via telefone. Já as solicitações e consultas no aplicativo Curitiba 156 atingiram quase o triplo, totalizando 261.692. Os números demonstram que o atendimento telefônico ainda tem representatividade, mas deve ser complementado com serviços online, que dão mais opções e independência ao usuário.

Durante a pandemia da Covid-19, para se adequar às demandas da população, o aplicativo disponibilizou a funcionalidade de realizar denúncias de aglomeração ou do funcionamento irregular de comércio e serviços a partir do registro de imagens e endereços, o que aproxima ainda mais o usuário da plataforma, simplificando sua usabilidade.

O segredo para deixar uma boa experiência para o cliente ou usuário será sempre o bom atendimento, proatividade e atenção. Apesar de parecer um mistério no setor, a fórmula mágica é um clichê já conhecido no mercado: atendemos bem para atender sempre.

*Flavio dos Santos é coordenador de Atendimento ao Cidadão do Instituto das Cidades Inteligentes (ICI) 

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